Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019

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Sexta-feira, 01 de Fevereiro de 2019, 11h:45

Artigo Marco ASA

Não querem mais o Brasil no topo

 Sabe quando os acontecimentos no Brasil começaram a acender o alerta vermelho na Casa Branca? Em 26 de março de 2008. Os então presidentes do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, e o então presidente da Venezuela, Hugo Chavez, visitaram juntos as obras de uma refinaria de petróleo binacional em Ipojuca, Pernambuco. Com isso, os venezuelanos, donos das maiores reservas de petróleo no mundo, não iriam vender mais óleo cru, e sim gasolina, diesel, gás, ou seja, o produto já refinado.

Mas, o que tem isso de mais? O Brasil já havia chamado a atenção por ter sido alçado, por Lula, de 21ª. para 6ª. economia mundial (Pasmem! Havíamos passado a Inglaterra). Lula havia “batido boca” com o então presidente americano Bush e se alinhara à Rússia, Índia, China e África do Sul, formando assim os BRICs, que seria o maior mercado do mundo, com mais da metade da população do planeta.

Agora, imaginem o maior mercado consumidor do mundo, aliado ao país com maior reserva de petróleo do mundo (Venezuela), com o país com maiores reservas naturais preservadas do Planeta (Brasil), tudo indo de vento em popa? Vocês acham que o império americano continuaria sendo um império? Não! E o “Tio Sam” tomou providências.

A primeira foi ridicularizar, perante o mundo, dois eventos mundiais que atrairiam a atenção para o Brasil: Copa do Mundo e Olimpíadas. Daí começou uma investigação internacional que puniu cirurgicamente dirigentes que vinham praticando as mesmas falcatruas há décadas, mas que só quando envolveu o Brasil foram punidos. E, não foram punidos americanos ou europeus. Apenas brasileiros e outros dirigentes do terceiro mundo. Dizem que a alusão a Santos Dumont na abertura das Olimpíadas do Rio foram a gota d´água (americanos não aceitam que Santos Dumont inventou o avião, alegando ter sido os Irmãos Wright. Só que eles inventaram uma catapulta, não um avião com motor, como o 14 Bis).

Depois disso, começou uma caça às bruxas a tudo o que era brasileiro. Eike Batista ousou querer ser o homem mais rico do mundo? Tá preso! A Petrobras seria a maior petroleira do mundo com o pré-sal? Desmontaram e tomaram a empresa e (em breve) os poços pra si (os americanos)! A Embraer, orgulho brasileiro, ousou ser a maior vendedora de aviões médios do mundo? Foi praticamente doada para a americana Boeing! Carlos Ghosn, franco-brasileiro, alçou a aliança Renault/Nissan/Mitsubishi à maior vendedora de carros do mundo? Tá preso sob acusação de desvio, que ele nega veementemente! Isso sem falar no presidente Lula, preso sem provas e que não pode nem ir ao enterro do irmão, direito concedido até a um assassino.

Vale lembrar que essa política de acabar com empresas brasileiras de destaque vem de longe. Só podemos vender commodities (produtos não acabados). Vide a Gurgel, que ousou criar um carro 100% nacional (até o motor) que antecipava, em décadas, a moda dos carros elétricos e compactos. Collor, a mando das multinacionais americanas, cortou todo tipo de financiamento ao engenheiro Amaral Gurgel, até que ele falisse. Temos o caso do nosso programa espacial, que foi literalmente pro espaço depois de um incêndio muito suspeito.

Vale lembrar que os americanos fazem esses ataques a tudo o que é sucesso no Brasil com o aval de muitos brasileiros, já que eles controlam a nossa mídia. Fazem nos sentir como vira-latas, pessoas más e corruptas, que não merecem o protagonismo mundial, apenas aceitarem o apoio dos “honestos e bonzinhos americanos”. Afinal, dizem muitos, “lá as coisas funcionam”.

Mesmo que você não seja petista (talvez nem eu mesmo seja mais), pare pra pensar. Nós merecemos coisa melhor. Já experimentamos uma vida melhor. Quando nos juntarmos, independente de partido, seremos um dos melhores países do mundo. O problema é que os que estão no topo não vão deixar que subamos.

Progresso e conforto valem pra todos e sabemos como fazer isso funcionar. Só pare para analisar se tudo não foi uma armação pra pensarmos que somos um país de... lacaios.

 

Marco ASA é jornalista, publicitário e escritor. Contatos pelo e-mail portalautoasa@gmail.com

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