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ARTIGOS
Sexta-feira, 28 de Junho de 2019, 08h:58

Wilson Aquino

O que você fará hoje por alguém?

Segundo país do mundo com maior número de Cristãos, onde mais de 90% da população é ligada direta ou indiretamente às mais variadas religiões (Cristãs), o Brasil, que deveria ser um exemplo de obediência ao segundo maior mandamento de Deus, de “amar ao próximo como a ti mesmo”, lamentavelmente está bem longe disso.

Nesses tempos ainda mais difíceis, de economia em retrocesso, com mais de 15 milhões de desempregados e escândalos de corrupção por todos os lados, as pessoas aparentam maior frieza diante das carências e necessidades do próximo.

Nas amizades, no dia a dia, a preocupação com o bem-estar do outro se limita à formalidade do cumprimento do “como vai?” do “tudo bem?” ou do “como vai a família?”. Se acaso a resposta for qualquer coisa que não o mero “tudo bem!”, cabe então apenas um franzir de testa, uma cara entristecida e um rápido lamento (por perdas, sofrimento, dificuldades...) que logo dão lugar a uma pressa para deixar o quanto antes aquela companhia.

Esse tem sido procedimento padrão das pessoas (maioria), que procuram cuidar quase que exclusivamente de seus próprios interesses em seu benefício e/ou daqueles mais próximos e amigos. De resto, são raras exceções. Aqueles que realmente procuram fazer algo de bom para aqueles que sofrem (conhecidos ou não) e que necessitam, mesmo que de uma simples palavra de ânimo, de esperança e conforto. Aliás, a maioria das aflições do homem pode ser amenizada dessa forma, com simples gestos de amor, de real interesse no bem-estar do próximo.

E Deus é mesmo incrível! Na Sua infinita bondade e sabedoria, Nos ensina como devemos agir diante de nossos semelhantes, especialmente os enfermos, os pobres e os aflitos. Por intermédio de uma das maiores e mais importantes parábolas de todos os tempos, a do Bom Samaritano, Ele nos ensina que devemos ajudar os necessitados, sejam eles nossos amigos, conhecidos ou não (Ver Lucas 10: 30-37). Na parábola, o Salvador diz que um homem viajava para outra cidade. Na estrada, foi atacado por bandidos que lhe roubaram as roupas e o dinheiro, e o surraram, deixando-o quase morto. Um sacerdote passou, olhou e seguiu seu caminho. Também passou um homem que trabalhava no templo, olhou para ele e depois seguiu em frente. Entretanto, um samaritano, que era desprezado pelos judeus, passou pelo local e, quando viu o homem, sentiu profunda compaixão por ele. Ajoelhando-se a seu lado, o bom samaritano cuidou de seus ferimentos e o levou num jumento para uma hospedaria. Ali, pagou ao dono da hospedaria para que cuidasse dele até que se recuperasse.

A respeito dessa parábola, o escritor James Talmage, no livro Jesus, o Cristo, escreveu: “Indubitavelmente, o sacerdote e o levita aliviaram suas consciências com grandes desculpas para a maneira desumana como se conduziram. Talvez estivessem com pressa, ou temessem que os ladrões retornassem, atacando-os também. É fácil encontrar desculpa; elas brotam com tanta facilidade e abundância quanto as ervas daninhas à beira do caminho. Quando o samaritano se aproximou e viu o triste estado em que se encontrava o homem ferido, não precisou de desculpas, pois não desejava nenhuma”, fez apenas o que precisava ser feito.

Jesus nos ensina que precisamos alimentar os famintos e isso não significa apenas com comida. A fome de muitos é de amizade sincera; de palavras que penetram como consolo na alma aflita, desesperada; de um ombro para amparar os que sofrem e choram. Isso é caridade. E caridade é o verdadeiro amor de Cristo. Quando visitamos os doentes e os presos, é como se estivéssemos fazendo essas coisas pelo Senhor. E Ele prometeu que agirmos assim, herdaremos o Seu reino.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com

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