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BRASIL
Terça-feira, 27 de Outubro de 2020, 17h:59

Decreto

Após decreto, dia é de reuniões em escolas que estudam a volta do Fundamental

A pouco mais de um mês para o fim do ano letivo, os colégios estão levantando junto aos pais o número de alunos que retornariam

Campo Grande News

As escolas que oferecem o Ensino Fundamental seguem em reuniões no dia posterior ao decreto que libera a volta às aulas dentro de regras que incluem 30% da capacidade máxima por sala. A pouco mais de um mês para o fim do ano letivo, os colégios estão levantando junto aos pais o número de alunos que retornariam para as aulas presenciais.

Diretora administrativa da Escola Atual, localizada no Jardim Samambaia, Ellen Motti, afirma que não estava esperando mais pelo decreto. "Só tem seis semanas de aulas, a gente estava crente que ia voltar só ano que vem, mas já que veio, vamos voltar provavelmente dia 9", fala.

 

Acostumados, os pais já nem pediam mais pela volta, mas depois do decreto de ontem, que libera o retorno das escolas particulares a partir do dia 4, a escola entrevistada prevê que a demanda será grande. "Acredito que haja procura dos pais, principalmente pela idade, de 6 a 9 anos, são crianças maiores, então cremos que vá ter bastante alunos", avalia a diretora.

Escolas se preparam para receber alunos reforçando as informações de prevenção à covid. (Foto: Marcos Maluf)
A escola tem cerca de 150 alunos no Ensino Fundamental e por oferecer a Educação Infantil, já sabe de todo protocolo de biossegurança exigido pela Prefeitura. "Só vamos mexer nas salas que estão fechadas, deixar as carteiras que vão ser utilizadas, o restante da escola está toda preparada", assegura Ellen.

Outras escolas como O Quintal e Manoel de Barros ainda estão se organizando acerca do possível retorno.

Depois da Educação Infantil voltar com aulas presenciais, o decreto que autoriza o Ensino Fundamental é visto como "continuidade do que já vinha acontecendo" pela diretora do Nota10 unidade Feliz Idade, Ana Paula Geraldi.

"A gente voltou tem um mês com a Educação Infantil e nosso plano já estava organizado desde que começou a pandemia. São muitos detalhes porque trabalhamos com crianças, todos os funcionários fizeram curso, receberam cartilha de como atuar dentro da sua função neste novo formato. A volta do Fundamental para nós é uma continuidade do que foi a volta da Educação Infantil", explica.

Para a diretora, o grande objetivo desta volta, mesmo tão próximo do fim do ano letivo é de mapear os alunos. "Precisamos colocar os alunos num nivelamento, saber onde cada aluno está, para fazer o trabalho de 2021 resgatando o que faltou em 2020, porque a gente sabe que faltou muita coisa que é de avaliação presencial", afirma.

Ana Paula especifica que as crianças de 1º e 2° ano têm neste período a consolidação de toda escrita e leitura, por isso é importante reforçar no ano que vem para que os alunos não tenham prejuízos significativos.

A escola está na fase de enviar questionário para os pais responderem se sentem ou não confortáveis em mandar os filhos para a escola. "Deste levantamento, fazendo uma avaliação da capacidade física, porque a gente precisa adequar as salas", ressalta.

Na unidade Feliz Idade, o retorno é dia 16, quase duas semanas depois da data estabelecida em decreto, tempo hábil para que os funcionários também retornem. "Os professores e funcionários já fizeram curso, mas vão ser preparados de novo, os funcionários vão voltar para termos mais gente na limpeza", enumera a logística.

Às vésperas do fim do ano letivo, a diretora destaca que a volta aos poucos é a ideal para que todos se acostumem ao "novo normal". "Com poucos alunos, a gente consegue ir mudando os hábitos", acrescenta.

Assim como na Educação Infantil e no Ensino Médio, a presença também é facultativa para os alunos do Ensino Fundamental. Os pais ou responsáveis legais que optarem pelo retorno deverão fazê-lo mediante termo de consentimento escrito.

Além disso, o decreto determina que as instituições de ensino deverão manter a oferta de aulas remotas para aqueles que optaram pelo não retorno. Ontem o prefeito Marquinhos Trad (PSD) reforçou que todas as decisões são tomadas por um grupo de técnicos, levando em conta, por exemplo, a taxa de ocupação de UTIs, além da avaliação semanal dos efeitos da volta às aulas e exemplificou que o retorno da Educação Infantil não trouxe nenhum aumento de casos de covid.

 

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