Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020

BRASIL
Sábado, 04 de Julho de 2020, 11h:34

Prós & Contras

Campo Grande dá bom exemplo ao País, mas parte da população está falhando

Capital ganha destaque por ações contra a pandemia, embora sociedade não melhore adesão ao isolamento

Redação

Os órgãos oficiais que monitoram a evolução da pandemia da Covid-19 e as ações preventivas e de combate instituídas pelos poderes públicos e organizações civis, incluem Campo Grande entre os municípios brasileiros com as melhores e mais amplas iniciativas de proteção da sociedade. Mas essa história, infelizmente, tem um lado torto, que precisa ser corrigido e não está na conta da Prefeitura: é o comportamento de expressivas parcelas da população que não aderiram em massa ao protocolo médico de prevenção, que entre outras atitudes recomenda o isolamento social dentro de casa e saindo somente se houver absoluta e intransferível necessidade.

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) vem sendo considerado um dos líderes exemplares na condução das responsabilidades político-administrativas de sua atribuição, sobretudo pela agilidade com que iniciou a política de emergência e ainda pela presença efetiva no acompanhamento da execução das medidas adotadas até agora.

                Apesar do aumento de casos positivos nas últimas três semanas, a cidade mantém a menor taxa de óbitos entre as capitais brasileiras e também entre os maiores municípios de Mato Grosso do Sul.  Em junho, enquanto o Estado registrava 66 óbitos em apenas 30 dias, na Capital nesse mesmo período foram três.        Do total de infectados na Capital, 0.4% morreram, metade do índice do Estado, que atinge 1% no início de julho.

PARÂMETROS - Marquinhos Trad atenta para um detalhe para quem faz essas avaliações. Salienta que não há como estabelecer parâmetros de comparação com os meses de abril e maio, pois a curva mais efetiva da doença em Campo Grande é um reflexo do período sem testes no mercado. “Ficamos muito tempo sem poder comprar o exame porque não tinha. Em junho passamos a testar 10 vezes mais. Por isso também cresceram os casos positivos. Mas entra nessa estatística gente que teve a doença e nem percebeu. Fez o exame agora, mas já está com anticorpos”, relatou.

O prefeito diz ter consciência de que, mesmo com dados “menos desfavoráveis” em virtude das medidas que tomou, é fundamental que o comportamento de toda a sociedade civil esteja associado direta e efetivamente às ações do poder publico. “Todos têm as suas responsabilidades. Estamos num momento de aprendizado em todos os setores da vida. Não podemos cometer falhas, nem mesmo as que consideramos pequenas ou recuperáveis. No caso de uma pandemia é a vida que está em jogo. Quando se pere uma vida não há como recuperá-la”, raciocina.

A “NORMALIDADE” - Em entrevista, o prefeito recimenda que sua decisão de promover uma retomada gradual de atividades seja vista por uma ótica realista e ajustada às duas necessidades fundamentais: uma, a de preservação da vida, e outra, a de recomposição das rotinas sociais e econômicas. “O que muitos chamam de flexibilização eu chamo de regramento. Optamos pela vida. Decretamos lockdown em março, de 15 a 31 daquele mês. Fechamos toda a cidade, terminal rodoviário, escolas, transporte coletivo, lojas, igrejas… E durante o período de fechamento eu me preparei para três frentes, que permitiram esses números que temos hoje”.

Marquinhos Trad não condena quem ainda não aderiu à distância social mais rígida, comportamento refletido nos índices insuficientes de isolamento. “Acho que a baixa adesão está relacionada à nossa cultura. O nosso país não é um exemplo de obediência a regras e princípios, a ponto de boa parte se regozijar daquele adágio da Lei de Gerson, de que para tudo se dá um jeitinho”, comentou. Na análise do comitê que monitora a doença na Capital, o que até agora “salvou” Campo Grande do colapso foram os 15 primeiros dias de combate à pandemia, com praticamente um lockdown e apenas de supermercados, bancos e farmácias abertos, acrescentou.

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