Sábado, 26 de Setembro de 2020

BRASIL
Sexta-feira, 31 de Julho de 2020, 08h:42

Pantanal

Combate aos focos de calor é um novo desafio a cada dia no Pantanal

Bombeiros combatem fogo nos focos de maior proporção, ao Norte de Corumbá

Silvio Andrade

Empregando um aparato de guerra, com centenas de homens e aeronaves, a Operação Pantanal II intensifica os combates aos focos de calor em Corumbá, onde há vários dias queima uma extensa área em um raio de 6km a 12km do porto-geral da cidade.  A cada investida dos bombeiros, brigadistas e marinheiros um novo desafio é superado, às vezes a densa fumaça, ventos fortes, as dificuldades de acesso por terra ou o encontro com grandes incêndios.

A chegada de ventos Sul livrou Corumbá e Ladário da fumaça que incomodou a população com fuligem e problemas respiratórios, além de prejudicar voos dos helicópteros e do Hércules C130 que estão dando suporte aéreo a força-tarefa coordenada pelo Governo do Estado, por meio do Corpo de Bombeiros, e Marinha. Ao Norte, no entanto, não se vê o horizonte e a planície pantaneira por conta da fumaça. Na região ocorrem focos em pelo menos cinco áreas.

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Bombeiros chegam a área atingida pelo fogo: deslocamento nos helicópteros torna a ação mais ágil

Ação de governo

A Operação Pantanal II foi iniciada no dia 24, com a decretação pelo Estado de estado de emergência ambiental no Pantanal. Mais de 3.200 militares e civis estão envolvidos na tarefa de disseminar os focos de calor que se propagam com maior intensidade este ano devido a prolongada estiagem e um período de seca castigando o bioma. A operação tem o apoio das Forças Armadas, com aeronaves deslocando a tropa e lançando água nos incêndios.


 

“No momento em que fizemos o decreto o governo tinha a clareza da emergência da situação, e como não conseguimos fazer o

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Focos aumentam devido ao período de seca

combate individualmente era necessária uma articulação institucional”, disse Jaime Verruck, titular da Semagro (secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). “O governador Reinaldo Azambuja imediatamente conseguiu agregar esse conjunto de instituições, coordenadas pelos Ministérios do Meio Ambiente e Da Defesa, para que a gente pudesse fazer uma ação muito rápida.”

Controle dos focos

O combate aos focos de calor se inicia logo pela manhã, com o deslocamento dos bombeiros e brigadistas para as áreas previamente definidas após sobrevoos de reconhecimento, trabalho este feito pela manhã e ao final do dia pelo tenente-coronel bombeiro Huesley Paulo da Silva. Os combatentes do fogo permanecem em campo por pelo menos oito horas ininterruptas, mas sempre de sobreaviso no retorno a cidade. A Sala de Situação fica em alerta por 24h.

“É uma situação desafiadora”, afirma o capitão-de-mar-e-guerra Alexandre José Gomes Doria, chefe do Estado-Maior do Comando do 6º Distrito Naval, com sede em Ladário. Integrando a coordenação da operação, ele avalia a ação como positiva, com a extinção direta de 19 dos 25 focos de calor monitorados em cinco dias. “A mudança da direção do vento, agora soprando ao Norte, foi benéfica tanto para os moradores locais como para as ações de campo”, explicou.

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Bombeiros e brigadistas combatem o fogo em áreas previamente definidas

 

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