Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020

BRASIL
Sexta-feira, 31 de Julho de 2020, 17h:04

Covid-19

Mãe de 74 anos enterrou filho e faz alerta contra a covid-19: ‘não é gripe à toa’

"Meu filho não estava acreditando que ele ia morrer. Quantas mães hoje não estão chorando a perda de um ente querido?”, questiona

Topmidianews

Dizem que perder um filho é uma dor que nenhuma mãe deveria vivenciar. Mas isso aconteceu com dona Eracy Fernandes, de 74 anos, que enterrou o primogênito, Emerson, de 47 anos, por causa da covid-19.

Durante ação da Fiems, ela contou que ouviu a voz do filho pela última vez há dois meses, por telefone, quando ligou para saber se os sintomas da doença estavam melhorando. “É só uma gripe à toa, mãe”, ele respondeu. Mas não era.

“Não é gripe à toa. O novo coronavírus, essa doença infeliz, levou ele, meu filho mais velho. O povo tem que ter compaixão, compreensão que esta doença leva mesmo. Meu filho não estava acreditando que ele ia morrer. Quantas mães hoje não estão chorando a perda de um ente querido?”, questiona.  

 Eracy Fernandes participou do mutirão de distribuição de máscaras de tecido, promovido por meio do Sesi e do Senai, nesta sexta-feira (31/07). A aposentada ia até a farmácia comprar remédios quando passou pela unidade móvel do Sesi, estacionada no Bairro Caiobá, e pegou máscaras para ela e também para outros familiares e conhecidos. 

 “Vou levar, sim. Uso a máscara até para tirar o lixo, aguar a grama na frente da calçada. Eu agradeço a quem está doando essas máscaras, porque isso é um benefício para o povo, vai salvar muita gente. Vi na televisão que ajuda a não transmitir pela saliva”, disse Eracy Fernandes.

Calejada pela experiência, a idosa carrega um borrifador com álcool e pede para as pessoas respeitarem o distanciamento. Na família dela, a nora e o neto também foram infectados, mas desenvolveram sintomas menos graves da doença e estão recuperados. Ainda assim, nada repara a dor do ente que se foi.

“Às pessoas que andam sem máscara: 'por favor, pelo amor de Deus, coloquem a máscara, a doença é brava, não é brincadeira, não. Quando eu lembro do meu filho só peço para o Espírito Santo me dar forças para parar de chorar, porque não adianta chorar, ele não vai voltar mais. E oro e peço a Deus que tenha compaixão para não deixar outras mães perderem seus filhos. Perdi mãe, perdi pai, mas não é triste como perder um filho. Era meu filho mais velho. Alegre, divertido, bondoso, gostava de fazer caridade para os outros”. 

Mutirão de distribuição  

O mutirão de distribuição de máscaras de tecido faz parte de mais uma ação da campanha “Se Puder Fique em Casa, Se For Sair Use Máscara”, promovida pelo Sistema Fiems, por meio do Sesi e Senai, para incentivar e orientar a população sobre a importância do uso da máscara. Nesta etapa, foram distribuídas mais 50 mil máscaras nas sete regiões de Campo Grande, nos bairros Alves Pereira, Vila Nova Capital, Centro, Jardim Sayonara, Batistão, Mata do Jacinto, Vida Nova, Los Angeles, Moreninha III, Jardim Aeroporto, Caioabá, Maria Aparecida Pedrossian e Santa Luzia. 

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