Sábado, 26 de Setembro de 2020

COLUNISTAS
Terça-feira, 21 de Julho de 2020, 09h:45

Bosco Martins

Blog do Bosco

Prática, concisa é a resenha diária de Bosco Martins. Em poucos minutos você já sai de casa sabendo o que há de importante.

VIVER

O Brasil registrou 718 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 80.251 óbitos. Sobre casos registrados, 21.749 foram confirmados no último dia. Já são 2.121.645 brasileiros com o novo coronavírus. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.047 óbitos, uma variação de +2% em relação aos dados registrados em 14 dias. A “média móvel de 7 dias” faz um cálculo do número de mortes entre o dia em curso e os seis anteriores. Ela é comparada com a média de 14 dias antes para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. Sobre a variação nos Estados. Subindo: PR, RS, SC, MG, MS, MT, TO e PB. Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: ES, RJ, SP, DF, GO, AC, AP, PA, RO, AL, BA, MA e PE. Em queda: AM, RR, CE, PI, RN e SE.

No mundo já são 610.149 mortos e mais de 14 milhões de infectados segundo levantamento da JHU.

A ChAdOx1 nCoV-19 (ou AZD1222), conhecida popularmente como “vacina de Oxford”, que é elaborada pela universidade britânica de Oxford com colaboração da multinacional farmacêutica AstraZeneca, indicou ser segura e capaz de treinar o sistema imunológico para se defender contra a Covid-19. Resultados detalhados sobre as fases 1 e 2 foram publicados na revista científica The Lancet.

Os testes envolveram 1.077 voluntários, e a injeção da ChAdOx1 levou à produção de anticorpos e glóbulos brancos capazes de combater o coronavírus. Mais de mil pessoas no Brasil receberam doses da ChAdOx1 como parte da fase 3 e serão acompanhadas por um ano. Os níveis de células T, um tipo de glóbulo branco capaz de atacar células infectadas, atingem um pico 14 dias depois da vacina, e o de anticorpos, 28 dias. O estudo ainda não conseguiu apontar se haveria uma imunidade a longo prazo. Sobre os efeitos colaterais, cerca de 70% das pessoas envolvidas nos testes tiveram febre ou dor de cabeça.

Por falar em células T, aumentam as evidências de elas são cruciais para o sistema imunológico. Elas influenciariam quanto tempo os pacientes permanecem resistentes à reinfecção pelo Covid-19. Segundo Mala Maini, professora de imunologia na University College London, os anticorpos parecem transitórios no sangue, ao contrário das células T, duradouras. Elas protegeriam infectados e recuperados do novo coronavírus, mas que não têm anticorpos detectáveis logo em seguida. As pessoas que se recuperaram de Sars em 2003 ainda mostram imunidade celular ao coronavírus mesmo 17 anos depois.

O diretor da OMS, Michael Ryan, comemorou o resultado, mas ponderou que ainda há etapas até a imunização chegar ao público. Segundo a organização, efetivamente existem 23 candidatas à vacina em testes clínicos.

Para garantir acesso e facilitar a distribuição das doses quando estiverem disponíveis, a OMS apoia o Covax, um grupo internacional que negociará com os produtores de vacina. O Brasil e outros 74 países manifestaram interesse em financiar suas vacinas por meio da iniciativa. Outras 90 nações de baixa renda querem também colaborar e assim receber doações para poder distribuir as doses.

Há atualmente quase 160 iniciativas ao redor do mundo de desenvolvimento de vacina contra a Covid-19, que serão submetidas a estudos pré-clínicos (sem testes em humanos), três fases de testes clínicos para avaliar segurança e eficácia, além da etapa de aprovação. Quatro dessas candidatas estão em etapa avançada de análise de eficácia (fase 3 dos testes).

Outras candidatas promissoras são a PiCoVacc (ou CoronaVac) da Sinovac Biotech (China) que utiliza o vírus Sars-CoV-2 inativado quimicamente. Está na fase 3 dos testes. Outra é a vacina mRNA-1273, da Moderna Therapeutics (Estados Unidos), prestes a começar a fase 3.

Átila Iamarino, doutor em ciências pela USP: “Com as vacinas, a imunidade coletiva passou a ser desejável. Ela dá o limiar de imunização de uma comunidade a ponto de impedir uma doença de circular, protegendo mesmo quem não pode ser vacinado. É o que costumávamos fazer para controlar o sarampo até alguns anos atrás, quando o movimento antivacina resgatou a moda da mortes infantis por doenças evitáveis. Isso porque quanto mais transmissível a infecção, maior tem que ser o limiar de imunização para conter seu espalhamento. O vírus influenza, que costuma ser transmitido para pouco menos de duas pessoas, deixa de circular quando por volta de 40% das pessoas de uma região se imunizaram ou se curaram. Já o vírus do sarampo, que regularmente infecta mais de dez pessoas para cada infectado, só é contido quando mais de 90% de uma população está imune. E a Covid? Para começar, não sabemos se a imunidade contra ela é protetora. É um grandessíssimo “se”, que só deve ficar mais claro com os testes de vacinas. Se a proteção acontecer, estudos estimam valores que vão de 20% a 85% de imunização. A maioria aponta para algo entre 40% e 70%. Mas contar com qualquer limiar desses seria crueldade. Mesmo se “só” 20% dos brasileiros curados no Placar da Vida fossem suficientes, tratando pessoas como rebanho ainda seriam 40 milhões de infectados, centenas de milhares precisando de internação em dezenas de milhares de leitos de UTI, e pelo menos 200 mil mortos, usando as estimativas mais otimistas de fatalidade de 0,5% dos infectados”. (Folha)

Sobre volta às aulas, pelo menos oito estados e o Distrito Federal discutem uma retomada até setembro. O levantamento foi feito pelo G1 junto às secretarias estaduais de educação. Veja as possíveis datas.

No Rio de Janeiro, a decisão do prefeito Marcelo Crivella de autorizar a volta das aulas presenciais nas unidades particulares no próximo dia 3 de agosto foi recebida com cautela. Escolas particulares estão realizando enquetes com os responsáveis pelos alunos para decidir sobre o retorno presencial. Outros, já decidiram funcionar de forma mista.

A ativista sueca Greta Thunberg disse que doaria 1 milhão de euros (equivalente a pouco mais de R$ 6 milhões) recebidos pelo Prêmio Gulbenkian para a Humanidade. Uma das duas primeiras doações de Thunberg, de 100.000 euros (R$ 600 mil), será destinada à SOS Amazônia, uma campanha de financiamento coletivo lançada em junho para comprar suprimentos médicos e fornecer serviços de telemedicina contra o coronavírus para residentes da floresta amazônica brasileira.

Hora de Panelinha. E hoje vamos aprender a grelhar frango. Parece a coisa mais simples do mundo, mas tem segredo para o frango ficar úmido e saboroso: é o soro mágico, uma salmoura que hidrata o filé (e ainda dá sabor). Nesse vídeo, Rita Lobo ensina a técnica. O franguinho do dia a dia nunca mais vai ficar ressecado.

CULTURA

A Orquestra Filarmônica de Los Angeles, uma das mais importantes dos Estados Unidos, cancelará toda a sua programação no Walt Disney Concert Hall até 2021, devido à pandemia do coronavírus.

Por aqui, as gravações das novelas da Globo serão retomadas. Por ora, a data de reinício é 10 de agosto, que pode sofrer alteração caso os efeitos da pandemia voltem a se intensificar no Rio de Janeiro, onde a emissora grava seus folhetins.

Em seu novo romance, Eliana Alves Cruz coloca uma mulher negra transexual no centro de uma trama de época. Ambientado no Rio de Janeiro na primeira metade do século 18, Nada Digo de Ti, Que em Ti Não Veja destaca Vitória, uma africana liberta nascida no Congo chamada Nganga Marinda, que foi escravizada e batizada como Manuel Dias no navio negreiro por ter, segundo o narrador, um falo.

COTIDIANO DIGITAL

A Samsung vai lançar uma série de novos dispositivos móveis no seu evento Galaxy Unpacked — e promete competir com a Apple. Segundo informações vazadas, os lançamentos incluem gerações de smartphones – três novos Galaxy Note 20 e um novo smartphone dobrável, o Galaxy Z Fold 2; um par de fones de ouvido sem fio, chamados de Galaxy Buds Live; e um novo smartwatch. O evento será virtual e transmitido pelo site da Samsung no dia 5 de agosto.

O Facebook começará a pedir permissão para usar alguns tipos de dados de seus usuários no Brasil. A mudança é uma tentativa para já se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados. Com a nova regra, os usuários podem exigir das companhias acesso aos dados coletados, enquanto as empresas poderão coletar apenas dados necessários e com o consentimento expresso dos consumidores. Por conta da pandemia, a LGPD foi adiada para maio de 2021.

EUROPA VAI INJETAR R$ 4,5 TRI NA ECONOMIA

A chanceler alemã Angela Merkel, em geral muito rígida na conduta econômica, em união com o presidente francês Emmanuel Macron, assinaram com outros líderes europeus um plano de estímulo econômico de €750 bilhões. É o equivalente a R$ 4,5 trilhões. O dinheiro que comporá o fundo da União Europeia será angariado com a venda de títulos públicos que os países farão de forma conjunta. Todos serão responsáveis pela dívida. E a distribuição ocorrerá tendo por critério a escolha das 27 nações do bloco mais pesadamente atingidas pela pandemia. Os líderes se encontraram vestindo máscaras e se cumprimentaram tocando os cotovelos, mantendo sempre distância uns dos outros num rito educativo. A negociação se estendeu por cinco dias e foi tensa, principalmente pelo rigor fiscal que Holanda, Áustria, Suécia e Dinamarca exigiam. A um determinado momento, Macron chegou a bater na mesa e gritar com seu par austríaco, o chanceler Sebastian Kurz. A Alemanha, que em geral está no grupo, mudou suas convicções perante a crise e levou o bloco. (New York Times)

Aliás… O ritual das máscaras está mudando. O presidente americano Donald Trump tuitou, ontem, uma imagem sua de máscara. Na mensagem, falou do esforço para derrotar o que chama de ‘vírus chinês’. “Ninguém é mais patriota do que eu”, ele amarrou o tuíte, “seu presidente favorito”. Era uma mensagem para o naco da direita que considera o uso de máscaras um atentado do governo à liberdade individiual e que a recusa a usá-las seria um ato de patriotismo. Trump, que só vestiu uma máscara em público pela primeira vez na semana passada, tem motivos para a mudança: as pesquisas começam a sugerir uma derrota acachapante na eleição presidencial e uma das razões é sua conduta da pandemia. (CNN)

A Câmara deve votar, hoje, a renovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica. O objetivo do Fundeb é distribuir dinheiro aos estados de forma a reduzir a diferença entre o que entes federativos mais ricos e mais pobres gastam por aluno. A negociação vem sendo difícil, em grande parte, porque o governo tenta segurá-la. Mas vinte governadores assinaram, ontem, um pedido para que a votação seja feita. (G1)

A pressão dos governadores é uma que deputados tendem a ouvir. Para neutralizá-la, o Palácio do Planalto pretende liberar R$ 1 bilhão em verbas de combate ao coronavírus para as prefeituras que deputados e senadores de sua base recomendem. É o método Centrão de negociar agindo. (Globo)

Um dos motivos pelos quais o governo quer segurar o Fundeb é um truque. O fundo está fora do teto de gastos. A equipe econômica propõe alocar até R$ 8 bilhões por ano para o que vem chamando voucher-creche, que permite a famílias de baixa renda pagar uma creche particular para filhos pequenos. Seria uma forma de completar o novo Bolsa Família, que será batizado Renda Brasil. Parlamentares vêem, ali, um jeito de driblar o teto. Ao invés de ajeitar suas contas para propor um projeto de renda básica, o Executivo termina tirando da educação para outro objetivo. (Folha)

A nova pesquisa XP/Ibespe aponta que 30% dos entrevistados consideram o governo Jair Bolsonaro bom ou ótimo. Ruim e péssimo está em 45% e, regular, 24%. Todas as variações para cima ou para baixo foram no limite da margem de erro de 3 pontos percentuais. (Poder 360)

Fonte: Meio

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