Quarta-feira, 19 de Junho de 2019

COLUNISTAS
Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2018, 11h:21

Edson Moraes

BRINCANDO A SÉRIO, 2019

...que seja um ano realmente novo. No amor e até no desamor, que as pessoas amem e até desamem sem mediocridade. Inventem formas de convivência que nos permitam, como seres humanos e, portanto, iguais, conjugar alguns verbos essenciais: respeitar, compreender, transigir, ponderar.

As diferenças - de ideologia, de raça, de origem, de credo, de condição sócioeconômica e cultural - precisam ser afirmadas como elementos de uma diversidade alicerçada na paz, na amizade, na cooperação, na autodeterminação, na liberdade.

Estas são palavras, bonitas, talvez digam alguns céticos. São bonitas, porém esvaziam-se caso não respirem o que a alma seja capaz de sentir, instintivamente ou provocada.

Palavras têm força, já diziam meus pais. Movem montanhas. São como as nuvens que carregam os céus, cinzentas ou claras. O céu - acreditem! - será sempre, nesse caso, um pano de fundo, de brilho emprestado, mas um brilho que presta!

O céu, na palavra da nuvem ou do vento, acreditem, não terá sido azul. É firmamento de uma ilusão de ótica e de gesto. O céu, por ser infinito, é multicor. É multigente. É multipaz. É multigênero. Preto, branco, amarelo, nordestino, oriental, ocidental... O céu não tem limite para que, até onde os olhos da alma alcançam, seja possível a cada um se enxergar no próprio sonho.

E então? Vamos sonhar juntos?

Podemos ser um prédio de carne, espírito, ideias e vontades, edificado sobre firmes alicerces de imperfeições e qualidades numa única argamassa.

Podemos ser a Vésper sonâmbula ou o pirilampo saltitante de um caminho lúdico que se abre em matéria para nos tornar como somos e seremos, comuns, erráticos, volúveis, sãos em afinadas loucuras, sãos em caprichadas diferenças, sem que nos percamos nas ilusões do que nos diferencia.

Nesse caminho se acerta e se erra, amarga-se e adoça-se, mas isto desde que sejamos absolutamente livres e leves, empoderados de inquietudes aladas. Sejamos o sonho que nos realiza e nos arrebata, que nos traz o medo e também a curiosidade, que nos faz racionais vez-em-quando para que a razão conviva com nossa permitida loucura de vier.

Viver, sim! Porque sobreviver é pouco para quem não se limita com a ausência de aventura em seu traçado no cosmos.

Viver, sim, capaz de sonhar, de ser retrato de um real sem fronteiras ou cercas, cada ser próximo de cada ser, sem a barreira do ter.

Ser de sonho, sim; ser do encanto de descobrir que nunca será tarde, nem cedo, para entender que a vida não tem um limite ou prazo de validade, tantos são as possibilidades que as nossas asas nos descortinam.

Ser de sonho é ser de amor, de amar. É ser de sorrir, chorar, se dar.

Ser de sonho é entender e aproveitar tudo o que nele há de impossível para quem não se conforma com o possível.

Ser de sonho é graça, é requinte de liberdade, ela, a que propõe e permite a ventura única e inebriante de sentir-se pronto para garimpar felicidades, ser protagonista no anonimato planetário das vontades que nos movem e nos fazem capazes de reinvenções para que sejamos pessoas melhores, boas e solidárias, cordatas, tolerantes, generosas, educadas, respeitosas, altivas, humildes, conviventes.

Quero ser desses dias e desses tempos.

O mundo somos nós que fazemos. Nós, somos todos...

 
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