Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

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Quinta-feira, 08 de Novembro de 2018, 15h:40

Bugre rima com estrelas

Edson Moraes

PENSAMENTO DA SILVA (Edson Moraes)

(Ou porque de amar não nos cansamos) Tributo a Antonio Marcos

Em quatro de abril de 1992 ele despedia-se da planície terrena. Tinha 46 anos. Havia nascido em oito de novembro de 1945. Viveu pouco. Poderia mais. Porém, uma vida intensa, atribulada, palmilhada pelas contradições de sentimentos que fazem dos humanos seres episódicos diante das estações emocionais. 
Antonio Marcos Pensamento da Silva. Antonio Marcos. Um trabalhador. Um artista. Genial? Talvez, mais que isso. Tinha dons acumulados. Artista e trabalhador. Trabalhador e artista. Sonhador e realista. Multipolar na generosidade criativa. Desde criança um ativo trabalhador. Office-boy, balconista, vendedor. Descobriu um dia que poderia avançar da cantoria do banheiro aos palcos.
E avançou. O talento do menino de família humilde em um bairro paulistano apareceu em programa de calouros e abriu espaço nas oficinas teatrais. Tornou-se ator em teatros populares e passou a cantar. Primeiro, nas ondas do rádio. Depois, na TV. E assim, chegou um dia pra ficar a sua voz marcante, melodiosa, apaixonada. No canto e no verso a poesia de Antonio Marcos tomou conta dos espaços transmissores. Foi arrebatador.

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Casou-se quatro vezes. A primeira mulher foi a cantora Vanusa. Depois, a atris Débora Duarte. Quando morreu, vivia com Ana paula, filha de Nice, a falecida ex-mulher de Roberto Carlos. Teve cinco filhos, entre os quais a atriz Paloma Duarte e as cantoras Amanda e Aretha. Por causa do álcool e outras drogas fez tratamento em clínicas de reabilitação. Era um ser humano generoso, solidário, tinha visão crítica dos conflitos sociais e sua humildade contagiava. Antonio Marcos era, antes de um cantor e compositor excepcional, um daqueles seres únicos imprescindíveis para o mundo.

Pesquisadores contam mais de 40 grandes sucessos interpretados por Antonio Marcos. Mais de 40, na verdade. Há sucessos antológicos, que quase todo mundo já conhece. Porém, há sucessos do "lado B", aquelas canções que praticamente só os fãs conhecem. 
Foram estrondosos sucessos, entre outros: "Menina de Trança", "Como Vai Você", "O Homem de Nazaré", "Porque Chora a Tarde", "Pensando Bem", "Eu Vou Ter Sempre Você", "Oração de Um Jovem Triste", "Se Eu Pudesse Conversar Com Deus". É belíssima a composição "Sonhos de Um Palhaço", em parceria com Sérgio Sá. E tão magistrais e apaixonantes são as quase desconhecidas "Quando o Amor Muda de Casa", "Conversa de Jardim", "Gaivotas", "Você Me Disse Adeus", "Ninguém Vai Chorar Por Ninguém".

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