Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020

COLUNISTAS
Terça-feira, 22 de Setembro de 2020, 10h:11

Wilson Aquino

Faça feliz para ser feliz!

Muitos casamentos não dão certo porque um dos cônjuges, ou ambos, se casam na esperança de que o outro o faça feliz. Ledo engano, pois todos os que pensam dessa forma, mais cedo ou mais tarde, acabam se frustrando com a relação e se não mudam de atitude, logo se separam.

Aqueles que insistirem com a relação dessa forma, de dependência do outro, começam a colher os maiores dissabores da vida a dois, que resultam não apenas em frustração, mas também em desentendimentos, cobranças indevidas constantes, brigas e até a vias de fato, a violência, especialmente contra a mulher, que é mais frágil fisicamente em relação ao homem, que ainda se vale de falsos e inconcebíveis conceitos machistas.

Muitos homens e mulheres custam a entender que o segredo para ser feliz no casamento está em se despir da ideia de que é o outro quem tem a obrigação de fazê-lo feliz. Não é assim que as coisas funcionam.

A felicidade se manifesta em todo aquele que se esforça para fazer o outro feliz, sem pensar em compensação de qualquer natureza por esse trabalho, que deve ser natural, constante e prazeroso.

Se houvesse uma lei que regesse a felicidade, não apenas no casamento, mas em absolutamente tudo na vida, certamente o texto de seu principal argumento seria esse: “Faça feliz para ser feliz”. Sábios os homens e mulheres que entendem a natureza dessa “lei” e a praticam sem esperar nada em troca.

É o mesmo princípio da caridade. Pois, quem você acha que é o maior beneficiário em um ato de caridade? Quem dá o pão ou quem o recebe?

Muito embora nesse processo ocorra uma gratidão imensurável de quem recebe a ajuda, quem faz a doação é sim o maior beneficiário. Pois além do profundo sentimento de amor ao próximo e da satisfação em poder atender àquela necessidade, ele é envolvido por um grande sentimento de realização e alegria em poder cumprir com tão nobre missão.

Sente também que a obediência a esse que é o segundo grande mandamento de Deus (amar ao próximo como a ti mesmo) proporciona uma tremenda paz, alegria e segurança espiritual, além de compreender que esse é o caminho para a verdadeira e duradoura felicidade.

Maryssa Dennis e Carlotte Larcabal, numa publicação em revista de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias afirmam que há muitas maneiras de desencadear um pico emocional no indivíduo – contar piadas com amigos, disputar um jogo divertido ou até comer um pedaço de torta – mas nunca dura muito. “Com frequência acabamos pulando de uma fonte de prazer para outra, em uma tentativa de retornar àquele pico emocional. Mas há uma felicidade que dure? Há sim, mas é bem mais sutil do que você pensa, e é por isso que geralmente erramos o alvo.

O mundo nos diz que uma vida digna de ser vivida deve ser repleta de aventuras, que seus dias devem ser uma sequência interminável de emoção, descendo por uma via fácil repleta de prazeres. Mas a verdade é que não precisamos constantemente de sensação fortes para viver segundo o padrão de felicidade.

A felicidade duradoura – que poderíamos chamar de verdadeira felicidade – é mais um sereno e constante senso de bem-estar, e não um sentimento evidente de euforia. A diversão e o prazer se desvanecem, mas a verdadeira felicidade não é um estado de humor passageiro. Ela dura muito mais.

Em outras palavras, se os sentimentos de prazer e euforia elevam suas emoções acima do equilíbrio, a verdadeira felicidade, quando alcançada, é como se fosse elevar o próprio equilíbrio”.

O Élder Ulisses Soares, da presidência dos Setenta, da mesma igreja, ensinou: “A felicidade é determinada por hábitos, condutas e padrões de pensamentos que podemos controlar por meio de ações intencionais”.

Enfim, a felicidade é muito mais do que apenas um estado de bom humor ou livre de preocupação. É um modo de pensar e de viver que podemos controlar.

Assim como a fé, a felicidade pode ser enfraquecida ou fortalecida, dependendo de nossas ações. Se despendermos nosso tempo em buscar apenas diversões momentâneas, nossa felicidade será, como diz em Efésios (4:14): “levados em roda por todo vento”. Porém, se nos esforçarmos para viver em retidão, dentro dos princípios e mandamentos de Deus, desenvolveremos um firme sentimento de paz interior e bem-estar que podem acalmar qualquer tempestade.

E quando o indivíduo alcança esse estágio de grandiosidade espiritual, num relacionamento conjugal ou de qualquer outra natureza, ele terá sempre sabedoria e segurança para proceder sempre dessa maneira, pensando na felicidade de seu próximo e de todos à sua volta, sem o desejo de obter absolutamente nada em troca, pois ao procurar fazer o seu próximo feliz, mais feliz ele será.

*Jornalista e Professor 

 
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