Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

COLUNISTAS
Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018, 08h:08

Crônica do Samá

Lincoln Samá

Pra Quem não Conhece ao Grande Maestro Paulo Moura, Falecido em 2010 e a Gafieira Estudantina, onde passei muito tempo da minha vida...curtindo, vivendo e namorando...Num Tempo que o Pecado Capital era Vendaval...

Lembranças de Meu Bem
Lincoln Samá Oliveira


Hoje amanheci com o Coração saudoso de um tempo bom... fiz uma viagem no tempo, dentro da minha mente e da minha história. Você meu Amigo Leitor já fez algum dia uma retrospectiva da sua vida e da sua história. Te convido assim como Eu, Retroceder alguns anos, naquele tempo que Voce foi feliz. Impossivel todo dia ser feliz, mas faça esse exercício, chamado de Linha da Vida. Só alegrias, que tambem tiveram fim... Sim, até a Alegria tem fim.

Vou Lembrar de Zélia, era os idos de 1985, eu era um Notivago... como gostava de ir ao Sirio Libanês em Botafogo, ir ao Bola Preta ali na Cinelândia e no Estudantina na Praça Tiradentes(Eu era o Cara ai, só dançava quem sabia, o piso era tão encerrado que se voce não soubesse, caia)... Ah! No Café Nice da Canção... Quantos Beijos ali Trocados ao som de Paulo Moura... era o tempo das bandas e das musicas pra se dançar juntos. Estive com Vários famosos, no La Mole da Tijuca, na pizzaria Guanabara no Leblon e onde, na Madrugada de todos os dias estavam os artistas, o Café Lamas... Eu estive por ai e foi bom...

Mas Vem Cá Zélia Gullo, Loira linda belissima, era o meu numero... Era judia italiana e adorava um bom vinho. Era bem nascida e estava com uma amiga no Estudantina... eu no bar tomando uma Antartica e a vi. Quem tocava era Cry Baby Show e decidi, vou tirar essa mulher pra dançar... quando estava indo eis que um sortudo a tirou primeiro, putz que raiva. Voltei. Mas quando cheguei no balcão e já vejo o cara devolvendo-a depois de uma unica musica a Zélia a sua mesa. 
Agora Sou eu, Pensei.

Parti como quem esta decidido e cheio de mim, estendi as mãos como fazem os bons, mas eu não era tão bom e ela recusou...Putz, perdi, pensei... mas como quem tá na chuva é pra se molhar, já disse alguem... fui ao seu pé do ouvido e lhe disse: Só uma por favor, pra aplacar minha "rubrudêz"... Que nada naquele lusco fusco, ninguem notara a cor, mais viram o fora...
Ela assentiu e fomos dançar.

Peguei como se pega uma mulher linda e maravilhosa mulher pra dançar, firme e com pegada... pude perceber que estremecemos os dois, como que um Choque Anafilático as Avessas... foi Num segundo que perdurou por muito tempo em nossas vidas...

Depois de dizermos, o que dissemos naquele nosso primeiro abraço, eu disse: É minha! Ela disse: É Meu. Fui o remédio dela, Ela me disse, e ela foi a minha professora de Amor. Eu tinha vinte e poucos e ela um pouco mais... Fomos felizes até que durou!

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