Terça-feira, 23 de Julho de 2019

COLUNISTAS
Sexta-feira, 22 de Março de 2019, 07h:58

Wilson Aquino

S.O.S. contra o suicídio

Lamentavelmente têm crescido assustadoramente os índices de suicídio no Brasil, envolvendo não apenas jovens e adultos, mas também crianças, de 8, 10, 14... anos. São fatos devidamente registrados inclusive em Mato Grosso do Sul onde a maioria das famílias não se deu conta da gravidade do problema e as autoridades comportam-se como se não quisesse admitir essa dura realidade.

Entre as crianças, jovens e adolescentes, os motivos que as levam a desejar tirar a própria vida como um meio de fugir dos problemas que estão atravessando estão: A depressão, doença séria e complexa; O bullying, que ocorre principalmente na escola, em sala de aula e também por má educação dos pais que não preparam seus filhos dentro de bons princípios morais e espirituais.

Estudos comprovam que em lares Cristãos, onde as famílias frequentam semanalmente a igreja, leem a Bíblia, os problemas de violência praticamente inexistem.

Ao contrário de lares Cristãos, lamentavelmente muitos pais abandonam seus filhos à própria sorte quando não impõem limites desde cedo e deixam suas crianças e adolescentes fazerem praticamente tudo o que desejam, sempre.

As consequências chegam, mais cedo ou mais tarde, quando esses menores se deparam com os obstáculos da vida, para o “não”.  Quando um problema não pode ser resolvido se não for enfrentado de frente. O indivíduo entra em depressão e se não estiver bem alicerçado, pode querer desistir da vida.

A Prefeitura de Ponta Porã se deparou recentemente com essa nova e ameaçadora realidade, envolvendo crianças e adolescentes de sua comunidade, e tratou logo de reunir todos os segmentos que poderiam ajudar e, desde então, tem procurado desenvolver vários projetos no sentido de prevenir e frear ocorrências trágicas dessa natureza junto às famílias do município. O alerta serve para todos e todos devem trabalhar por uma comunidade melhor e com mais  qualidade de vida.

O desespero profundo e a depressão contínua podem fazer com que as pessoas se sintam encurraladas, a ponto de pensar que interromper a própria vida pareça ser a única maneira de escapar da dor.

No entanto, a maioria das pessoas que pensam em cometer suicídio não deseja de fato morrer; elas simplesmente querem o alívio da dor. O comportamento suicida e as conversas relacionadas a isso são geralmente um pedido de ajuda. Por isso é importante estarmos atentos a declarações como: “Não me importo se vou viver ou se vou morrer” ou “Todos seriam melhores sem mim”. Nunca ignore uma conversa relacionada ao suicídio ou quaisquer sinais que seu amigo pode lhe dar, tais como quando seu amigo:

·         Sempre quer ficar sozinho.

·         Está de mau humor ou irritado.

·         Tem uma mudança repentina de personalidade.

·         Está usando drogas ou álcool.

·         Está dormindo muito ou pouco.

·         Está doando suas coisas.

·         Expressa sentimentos de desesperança, sente-se encurralado e pensa que não tem motivos para viver.

·         Fala sobre se matar ou se ferir.

Um desses sinais por si só não significa necessariamente algo sério, mas pode ser — especialmente se você percebe uma mudança repentina em seu amigo ou começa a observar outros sinais. Pode ser difícil acreditar que alguém que você conhece esteja pensando em cometer suicídio, mas se um amigo mencionou algo do tipo, mesmo que de brincadeira, você deve contar a um adulto de confiança imediatamente. Você pode se sentir tentado a ajudá-lo sozinho, mas é sempre melhor obter ajuda.

Se seu amigo quer que você guarde segredo sobre sentimentos com relação ao suicídio, pode parecer uma traição se você contar a um adulto. Mas seu amigo pode estar em sério perigo, portanto seu dever é o de obter ajuda rapidamente. É melhor que seu amigo fique com raiva de você do que perder esse amigo.

Ter pensamentos sobre suicídio é algo assustador. Quando você se encontra nessa situação, é quase impossível ver as coisas da vida com alegria e esperança, pois tudo o que percebe é escuridão e tristeza. Mas outras pessoas já tiveram esses sentimentos e superaram o desafio com a ajuda de amigos, de familiares e de outras pessoas. Você não está sozinho. Você pode fazer o seguinte:

·         Procure ajuda. Converse com alguém em quem você confia — os pais, um líder da igreja ou um professor.

·         Ore ao Pai Celestial mesmo que você não tenha vontade ou sinta que a oração não o ajudou anteriormente. Volte-se a Ele.

·         Leia e pondere as escrituras sagradas — especialmente as histórias de pessoas que enfrentaram provações e que foram fortalecidas por Deus — e os ensinamentos do Salvador.

·         Servir ao próximo. Por mais difícil que seja começar, servir ao próximo vai ajudá-lo a sentir-se melhor.

·         Saia e faça alguma coisa. Você pode ouvir músicas edificantes, visitar um amigo, caminhar, correr ou andar de bicicleta. Fazer exercícios aumenta drasticamente a energia do corpo, traz sentimentos positivos e alivia o estresse. Faça qualquer coisa que desvie sua mente de pensamentos negativos e perigosos.

Neste momento, pode parecer que seus problemas vão durar para sempre, mas você não tem ideia de como será o amanhã ou a próxima semana. Você pode resolver seus problemas e tomar medidas para melhorar. As coisas vão melhorar. Acredite.

 

 

*Jornalista e Professor

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