07.05.2018 | 11h11 - Atualizado em 07.05.2018 | 11h14
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Etanol vendido em Campo Grande é o quarto mais caros entre as capitais

Combustível chega a custar R$ 3,999, preço que coloca a cidade entre as mais caras do País

Campo Grande News

Enquanto as atenções se voltam para a gasolina, reajustada seguidamente pela Petrobras, o etanol desenha trajetória de alta significativa, com preço máximo praticamente na casa dos R$ 4 em Campo Grande. Conforme verificado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o litro do biocombustível custa até R$ 3,999 no varejo, o quarto maior preço entre capitais.

Foto: Marcos Ermínio/Arquivo

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Os postos de Campo Grande vendem o etanol pelo preço médio de R$ 3,452 de acordo com sondagem da ANP feita na semana passada. Esse valor é 12,95% maior que a média de abril de 2017, de R$ 3,056.

A variação, que está seis vezes acima da inflação acumulada em 12 meses, coloca a Capital entre as mais caras do País – segundo o IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande), calculado pelo Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais), da Uniderp, a alta geral dos preços foi de 1,96% até março.

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O maior preço verificado em Campo Grande, de R$ 3,999, coloca a cidade no ranking das cinco capitais com os maiores preços. Em primeiro lugar, está Porto Alegre (o etanol é vendido por até R$ 4,399), seguido por Rio Branco (R$ 4,20) e Rio de Janeiro (R$ 4,199). O valor máximo de Campo Grande é o mesmo de Belém. Na quinta colocação, está Goiânia (R$ 3,899).

Acentuado, o preço do etanol corresponde a 85,8% do valor da gasolina – abastecer com o primeiro combustível só é considerado economicamente vantajoso quando seu preço for até 70% do da gasolina.

Consumo – Mesmo com valor relativamente expressivo, o consumo de etanol tem crescido acentuadamente em Mato Grosso do Sul, segundo dados da ANP. Em fevereiro (última informação), foram vendidos 7,65 milhões de litros do biocombustível no estado, incremento de 30,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado (R$ 6,12 milhões de litros).

Por outro lado, o consumo da gasolina tem caído. A retração, no mesmo comparativo, foi de 6,9%: de 59,63 milhões de litros em fevereiro de 2017 para 55,59 milhões de litros no mesmo mês deste ano.

Isso ocorre porque o encarecimento do etanol, apesar de significativo, é superado pelo da gasolina. Na Capital, o preço médio do derivado de petróleo subiu 15% em um ano, de R$ 3,475 para R$ 4,020.


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