PCC
12.06.2018 | 16h22 - Atualizado em 12.06.2018 | 16h15
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"Paiol" do PCC na Capital tinha fuzil AR 15, submetralhadora e "super" maconha

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Os alvos na “Operação Paiol” desencadeada na manhã de hoje, terça-feira (12), são integrantes responsáveis em armar o PCC, divulgou o MPE (Ministério Público Estadual). As informações são do site Campo Garnde News. (matéria original).

Por hora, foram apreendidas na Capital quatro armas sendo um Fuzil AR-15, submetralhadora Hugger 9 milímetros, espingarda e uma pistola calibre 765. Além disso, foram presas sete pessoas, apreendidas 343 munições de diversos calibres e 800 gramas de Skank – a “super” maconha.

A ação foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e Polícia Militar. Conforme nota divulgada pelo MPE, as investigações tiveram início no ano passado.

No total, são cumpridos 27 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão, em Campo Grande, Nova Andradina, Corumbá e Águas Lindas de Goiás (GO).

O objetivo da operação é o de combater tráfico de drogas, roubo, tráfico de armas e lavagem de dinheiro, praticados por membros do PCC. Segundo o MPE, os principais alvos são os integrantes responsáveis em cuidar do setor responsável pela aquisição, guarda, comercialização e empréstimo de armas de fogo, utilizadas pelos membros para o cometimento dos mais diversos crimes.

A está em andamento e durante as investigações, além das prisões, outras sete pessoas foram presas em flagrante por tráfico e porte de arma de fogo de uso proibido. Somente na Capital, conforme a PM, são três presos.

O nome da operação "Paiol" refere-se justamente à nomenclatura utilizada pela organização para referir-se ao local/setor onde são armazenados os armamentos do grupo.

Entre as 3 pessoas presas na Capital, está Tânia Cristina Lima de Moura, que segundo o Choque é a esposa de José Cláudio Arantes, de 63 anos, homem conhecido como Tio Arantes, líder do PCC em Mato Grosso do Sul, que ajudou a implantar a célula da organização criminosa dentro do presídio de Segurança Máxima.

Após condenações por roubo, tráfico de drogas e homicídios, em fevereiro de 2017 ele ganhou a liberdade, mas voltou a ser preso por tráfico. Ficou 12 dias na cadeia, novamente foi liberado e preso 8 meses depois, por envolvimentos de explosão dos caixas eletrônicos do Banco do Brasil, dentro do Parque de Exposições Laucídio Coelho.

Na ocasião, o Garras divulgou que a logística dos bandidos incluiu troca de carros, “armadilhas” com pregos nas ruas do entorno do parque e técnica de explosão menos danosa às cédulas de dinheiro.

Tio Arantes ficou conhecido como homem forte do PCC durante rebelião do Dia das Mães, em 2006, na Máxima, a maior já ocorrida no Estado. Também foi condenado pela pela morte do advogado William Maksoud Filho.


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