13.06.2018 | 13h10 - Atualizado em 13.06.2018 | 13h10
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Motorista é amarrado, agredido e mantido refém por 24 horas durante roubo

Vítima foi assaltada na madrugada de ontem, mas conseguiu fugir

Correio do Estado

Motorista de aplicativo viveu momentos de tensão ao ser mantido refém por quase 24 horas durante roubo de veículo em Campo Grande. Os criminosos o deixaram preso da madrugada de ontem até a o final da noite, tanto que ele conseguiu denunciar os fatos só nesta madrugada. Ao longo deste período, ficou sem comer ou beber água, sendo ameaçado de morte e agredido com socos e chutes. A suspeita é de que o veículo dele, modelo Voyage, tenha sido levado para a fronteira. Ninguém foi preso.

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Segundo boletim de ocorrência, o homem de 37 anos relatou que na madrugada de ontem, por volta das 3 horas, seguia com o automóvel pela Avenida Presidente Ernesto Geisel, quando uma mulher visualizou o celular com aplicativo no interior do automóvel e perguntou se ele fazia transporte de passageiros. Ele respondeu que sim e foi questionado sobre o valor de uma corrida até nas proximidades do Jardim do Pênfigo.

Depois de acertar os preços, a mulher e mais dois homens embarcaram. Ela e um dos autores ficaram no banco traseiro, enquanto outro foi no banco dianteiro. O grupo saiu na direção da Avenida Gunter Hans e cerca de duas quadras depois, o trio anunciou o roubo. O homem que estava atrás colocou uma arma de fogo nas costas do homem e ordenou que parasse o carro. Em seguida, o colocaram no porta-malas com os pés e as mãos amarrados, e saíram.

Eles transitaram com o veículo por aproximadamente 40 minutos. Em seguida, pararam por mais 20 minutos, abriram o porta-malas e obrigaram que a vítima descesse. O ladrão que havia anunciado o assalto ficou no local e levou o motorista para uma mata, enquanto os outros foram embora com o Voyage. A vítima relatou que ficou amarrada e, depois que amanheceu, era obrigada a não olhar para o bandido que a vigiava, pois caso contrário seria morta a tiros.

O homem passou o dia todo privado de se alimentar, sendo agredido constantemente. Já de noite, percebeu que o criminoso saiu uma vez e demorou para voltar. Na segunda vez que o autor saiu, percebendo que demoraria novamente, a vítima conseguiu fugir no sentido oposto, entre matas e plantações.  Depois de ouvir o som de carros, se aproximou da rodovia e pediu ajuda em alguns barracos às margens da BR-060, já por volta da meia-noite. Ele foi levado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga e registrou a ocorrência.


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