Corredor ferroviário Transamericano
05.12.2017 | 17h23 - Atualizado em 05.12.2017 | 17h25
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Ferrovia Transamericana vai ser usada para escoar exportações de MS para o Pacífico

Governador Reinaldo Azambuja acompanhou solenidade de assinatura de memorando de entendimento entre os governos brasileiro e boliviano para viabilizar integração.

Clodoaldo Silva

O governador Reinaldo Azambuja participou da solenidade, na manhã desta terça-feira (5.12), de assinatura do memorando de entendimento entre os governos do Brasil e da Bolívia, para implantação do corredor ferroviário Transamericano. O acesso tem por objetivo criar condições para ampliar o tráfego entre os dois países com custo mais baixo.

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O acordo também representa a primeira etapa do processo para utilização da ferrovia como meio de transporte para escoar 300 mil toneladas de ureia produzidas no país vizinho. O fertilizante a princípio irá atender o consumo de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

A assinatura do acordo ocorreu em evento realizado no Palácio do Planalto, com os presidentes Michel Temer e Evo Morales. Segundo a assessoria do Planalto, o memorando tem a intenção de “criar condições para incremento do tráfego ferroviário entre o Brasil e a Bolívia, bem como estabelecer bases para o pleno aproveitamento da infraestrutura no projeto”.

O governador Reinaldo Azambuja detalhou o projeto, explicando que o corredor vai entrar no Brasil por Corumbá, passando por Campo Grande e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, com investimentos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão neste trecho de cerca de 900 quilômetros para retificação de traçado, troca de trilhos entre outros serviços que precisam ser executados.

“Dentro de seis meses a um ano vamos elaborar e assinar o tratado para entrar em vigor a Ferrovia Transamericana, já que de Santos até Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) a malha já está construída. Faltam construir dois trechos em território boliviano que vão dar acesso ao porto de Ilo, no Peru”, enfatizou o governador, destacando que a Ferrovia vai ser administrada por um consórcio formado por investidores chineses, alemães, bolivianos e brasileiros.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, enfatizou que o objetivo do Governo do Estado é transformar Mato Grosso do Sul em “um grande distribuidor da ureia para o Brasil, por isso, queremos trazer este fertilizante ao Brasil pelo Estado”.

Verruck afirmou que “o grande consumidor de ureia na América do Sul é o Brasil, sendo que a entrada pela Bolívia vai gerar impostos para o Estado. Serão 330 mil toneladas de ureia. O modelo do negócio deles (Bolívia) é chegar ao Mato Grosso, que consome 60% deste adubo no País, com valor 10% inferior à ureia que vem atualmente do Oriente Médio” .

Em impostos, este comércio da ureia deve gerar cerca de R$ 2 a R$ 3 milhões por mês, mas não é só isso que o Governo do Estado está levando em consideração. A conta da importação não é o nosso foco, estamos vislumbrando outros empreendimentos. A ferrovia Transamericana vai possibilitar a instalação de misturadores de adubos em Mato Grosso do Sul, incremento no frete e geração de outros investimentos e renda no Estado”, completou Verruck.


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