18.01.2018 | 09h33 - Atualizado em 18.01.2018 | 09h35
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Empresas internacionais demonstram interesse na ‘Ferrovia da Produção’

Governador Reinaldo Azambuja anunciou que um ramal irá conectar Maracaju

Empresas de várias partes do mundo demonstraram interesse em investir na ferrovia que vai conectar Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá, informou o governador Reinaldo Azambuja. Mesmo de férias, ele participou de uma agenda pública em Maracaju, disse estar contente com o interesse dos empresários e contou que pretende estender um ramal até aquela cidade.

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Com o nome de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), o edital de chamamento para empresas do setor de logística se manifestarem para a elaboração de estudos de viabilidade econômica da ferrovia foi lançado em novembro de 2017.

“Ficamos muito contentes com o interesse das empresas nesse edital. Isso mostra aquilo que a gente sempre idealizou, que é um edital extremamente com capacidade competitiva. Existem empresas do mundo inteiro olhando. Não são poucos os investimentos, estamos falando da casa de bilhões de reais para a construção de uma ferrovia nova, como essa, mas a presença dos grandes trades, das grandes empresas de transporte mundiais, nesses editais, nos dá a certeza de que esse é o caminho”, afirmou Reinaldo Azambuja.

Sobre o ramal a Maracaju, o governador disse não ter dúvida de que o projeto é viável. Maracaju é um dos maiores produtores de grãos de soja e milho de Mato Grosso do Sul e tem um papel importante também na produção de cana-de-açúcar e na pecuária.

As declarações foram feitas durante a feira agropecuária Showtec, que contou também com a presença do secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho. “Quando fizemos o lançamento em São Paulo da ferrovia Ferroeste, que é a ferrovia da produção que ligaria Dourados – Cascavel – Paranaguá (a Ferroeste tem concessão a partir de Dourados) e nós dizemos que o Estado tem total interesse e o Município também e é isso que motivou a vinda do Pepe aqui hoje, que é o secretário de Infraestrutura do Paraná, para nós fazermos a extensão da concessão para ela ser um ponto de partida para o município de Maracaju”, disse o governador.

O secretário José Richa Filho declarou não ter dúvida da viabilidade da ferrovia por conta da produtividade agrícola dos dois estados. Juntos, Mato Grosso do Sul e Paraná são responsáveis por cerca de 30% de toda a produção de grãos do País. “Basta ver aqui, o crescimento dessa região é a olhos vistos. O estudo, não tenho dúvida nenhuma, mostrará a viabilidade, sim. O que dizíamos agora pouco: o pior cego é o que não quer enxergar. Até a topografia ajuda muito: tudo plano”, disse.

Com custo estimado de R$ 10 bilhões, a nova ferrovia terá extensão de mil quilômetros. Desses, somente 250 quilômetros já existem, no trecho entre Cascavel e Guarapuava. O restante será totalmente novo. O

Paulo Fernandes – Subsecretaria de Comunicação (Subcom)

Fotos: Chico Ribeiro


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