Democratas
08.05.2018 | 09h09 - Atualizado em 08.05.2018 | 09h10
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DEM quer espaço entre “grandes”, mas é tratado como pequeno

A disputa sucessória em Mato Grosso do Sul poderia ser ainda mais acirrada se em vez de três houvessem cinco forças competitivas. Isto porque o cenário das intenções de voto é dominado por candidatos de três partidos: André Puccinelli (MDB), Odilon de Oliveira (PDT) e Reinaldo Azambuja (PSDB).

Há um quarto nome de partido grande, o PT, mas o ex-prefeito Humberto Amaducci ao menos por enquanto não é candidatura competitiva. Os quatro fecham a lista das pré-candidaturas que até agora mostraram sua cara ao eleitorado. No entanto, a opinião publica poderia ter à sua disposição uma quinta alternativa partidária: o DEM (Democratas).

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O DEM figura com destaque entre as legendas mais fortes no País e em Mato Grosso do Sul conta com expressivas lideranças, reunindo nomes com plenas condições de representá-la em disputas eleitorais. São filiadas a esta sigla lideranças consolidadas e testadas como Murilo Zauith, os deputados federais Luís Henrique Mandetta e os deputados estaduais José Carlos Barbosinha e Zé Teixeira.

Todos têm bagagem e experiências vitoriosas em seus currículos. Ze Teixeira tem seis mandatos consecutivos e é o 1º secretário da Assembleia Legislativa, enquanto Mandetta desempenha em seu segundo mandato uma atuação reconhecida em âmbito nacional. Ambos poderiam estar carregando as expectativas de um partido apto a enfrentamentos majoritários – porém, podem estar considerando que o primeiro lugar desta cena cabe a Zauith, por razões políticas e eleitorais convincentes.

Murilo Zauith é um dos mais bem-sucedidos empreendedores e homens publicos do Estado. É enpresário de investimentos de referência no ensino em todas as etapas de aprendizado, com projetos e iniciativas de acesso ao conhecimento dentro e fora do Brasil. Na vida publica, tem um acúmulo diferenciado pela conta de diversos mandatos; foi deputado estadual, deputado federal, vice-governador (na primeira gestão de André Puccinelli) e prefeito de Dourados em duas ocasiões.

APELOS - Ao concluir seu segundo mandato de prefeito com elevado índice de popularidade, Zauith dava a impressão de que deixaria a política para cuidar apenas de seus negócios. Entretanto, não ficou surdo aos apelos dos amigos e seguidores, e deve ter considerado também a necessidade imperiosa de atender a um clamor da Grande Dourados, microrregião mais rica e mais populosa do Estado que nunca teve na história um de seus domiciliados ocupando os papéis principais da hierarquia político-institucional de Mato Grosso do Sul.

Até agora, os postos mais altos a que os douradenses chegaram em disputas majoritárias foram os de vice-governador e suplente de Senado. São espaços honrosos e de grande significado, haja vista a vitoriosa performance dos vice-governadores George Takimoto, Braz Melo e o próprio Murilo Zauith. As três cadeiras senatoriais de Mato Grosso do Sul têm douradenses na suplência.

Com isso, a oportubnidade que os eleitores da Grande Dourados teria de ombrear os rivais nas próximas eleições e sonhar o sonho possível de fazer governador um conterrãneo político está indo por água abaixo. O espaço das preferências eleitorais já está praticamente tomado e refém das intenções de voto concentradas em Puccinelli, Odilon e Azambuja. Resta muita pouca sobre de voto para que uma quarta ou quinta via entre no páreo para competir. E participar é muito pouco para Dourados.

INCÕGNITA - No final da semana o DEM sulmatogrossense realizou um grande evento em Dourados. Poderia ser a arrancada de uma pré-campanha majoritária aguardada ansiosamente, com Murilo Zauith liderando essas espéranças. Porém, por cautela ou modéstia, não se sabe, o ex-prefeito optou por deixar no ar a expectativa dos militantes, nada disse sobre suas vontades político-eleitorais e se preservou, incógnito.

Os mais otimistas ainda acreditam tratar-se de uma estratégia para confundir a concorrência e deixar o anúncio oficial da candidatura para a hora mais adequada. Outros supõem que Zauith esteja no aguardo das definições das pré-candidaturas que já estão na rua, talvez fiando-se na hipótese de que um e outro possam desistir. E ainda há quem faça a conjectura sobre provável necessidade de potencializar ao máximo a valorização da legenda, porque o próprio Zauith afirmou no ato que a sucessão estadual não se decide sem a presença do DEM.

Ficou aos filiados e à Grande Dourados uma inquietante dúvida, a dois meses das convenções e a três do início da campanha: porque o Democratas-MS - que tem tamanho, qualidade e direito para disputar a hegemionia entre os grandes – se deixa tratar como pequeno?


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