04.12.2017 | 11h01 - Atualizado em 04.12.2017 | 11h05
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Maratona internacional busca soluções para problemas de Campo Grande

Vinte e quatro horas para descobrir os dados da cidade e propor melhorias para a vida dos cidadãos. Foi com esse objetivo que o HackaCity veio à Campo Grande nesse final de semana. Promovido pelo Living Lab (Sebrae/MS), em parceria com a Prefeitura Municipal de Campo Grande e apoio da Agetec (Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia (Sedesc), o hackathon (maratona de programação), reuniu programadores, desenvolvedores, designers, cientistas de dados e gestores públicos para desenvolver aplicações com impacto para os cidadãos a partir dos dados fornecidos pela própria cidade.

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Ao todo, 60 participantes, formando 10 times, trabalharam com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU). No final da maratona, julgaram os vencedores o prefeito Marquinhos Trad, o diretor-presidente do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, o reitor da UFMS, Marcelo Turine, o Superintende Regional do Trabalho no Estado, Vladimir Benedito Struck e Margarida Coquim Campolargo, uma das idealizadoras do HackaCity em Portugal e CEO da Pointify.

“Percebo na administração pública que a tecnologia ainda está muito aquém daquilo que queremos e precisamos avançar, pois o mundo digital é uma das bases do trabalho e desenvolvimento atual. O Hackacity reuniu mentes iluminadas da nossa cidade criando saídas para saúde, lazer, esporte, educação, segurança pública e muitos outros eixos essenciais para o bem-estar na população”, disse o prefeito Marquinhos Trad, na ocasião.

O propósito do Hackacity é analisar bancos de dados públicos e promover a sua utilização no desenvolvimento de soluções O propósito do Hackacity é analisar bancos de dados públicos e promover a sua utilização no desenvolvimento de soluções 

que possam ter impacto IMG_1092positivo na gestão das cidades, ajudando também a fomentar a colaboração entre partes interessadas. Por esse motivo, a Agetec disponibilizou dados de diversas áreas, como saúde, educação e segurança pública. As informações sobre despesas e receitas também foram viabilizadas do Portal da Transparência e do aplicativo Fala Campo Grande.

“Sem dúvidas, ter acesso a todas essas informações foi crucial para que os maratonistas pudessem desenvolver ideias e promover soluções viáveis para a cidade. Parabéns a Prefeitura de Campo Grande por ser tão prestativa e acessível”, comentou Margarida Campolargo.

O time vencedor foi o Feeding, com a ideia de utilizar a comida desperdiçada dos restaurantes de Campo Grande, para alimentar quem não tem o que comer. “Quantos restaurantes por dia não jogam comida fora? Nossa ideia foi linkar a pessoa que tem a comida que vai ser desperdiçada com a pessoa em situação de fome. Provavelmente quem está nesta situação, não tem acesso à internet, por isso ligaríamos as ONGs e associações aos fornecedores. Assim, dono do estabelecimento disponibilizaria o alimento que poderia ser jogada fora”, explicou um dos integrantes do grupo, Iohan Zukeram.

Para o diretor-presidente da Agetec, Paulo Fernando, o evento é uma oportunidade de pensar em soluções. “O hackacity permite a qualquer cidadão, principalmente aos que tem menos acesso, que através da criatividade e com o uso da tecnologia ajudem a administração pública na busca por uma cidade melhor e mais justa. É esse cidadão que frequenta as escolas, os terminais de transporte, os postos de saúde, são eles os legítimos conhecedores dos problemas e soluções que poderão trazer ao gestor uma nova e legítima visão do que é preciso para melhorar”.

 


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