Seringueira
05.12.2017 | 16h28 - Atualizado em 05.12.2017 | 14h23
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Seringueira: a nova atividade econômica para desenvolvimento do Mato Grosso do Sul

Campo Grande (MS) – O setor florestal já é uma potência em Mato Grosso do Sul. Além dos eucaliptos, as seringueiras despontam como uma atividade econômica com grande capacidade de expansão, rendimento e geração de emprego. O Estado começa a produzir látex em quantidade animadora e o Governo tem desenvolvido estratégias para estruturar esse mercado.

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Mato Grosso do Sul tem mais de 11 milhões de seringueiras plantadas em 21 mil hectares, de acordo com dados do Sindicato Rural de Aparecida do Taboado. Considerando que cada árvore custa R$ 60, o Estado tem floresta avaliada em R$ 660 milhões.

O município de Cassilândia detém 67,29% do setor no Estado, com 7,4 milhões de árvores e 13 mil hectares. Aparecida do Taboado aparece em segundo no ranking dos municípios com 16,43% de participação e 1,8 milhões de árvores em 3,8 mil hectares. Inocência tem 4,2% da produção estadual, com 474 mil árvores.

Apesar da maioria da produção estar localizada na costa Leste do Estado, ainda há registro de seringueiras em Bataguassu, Paranaíba, Três Lagoas, Camapuã, Chapadão do Sul, Paraíso das Águas e Figueirão. O Estado ainda tem 1.300 hectares de seringueiras em reservas legais.

O representante dos produtores e presidente do Sindicato Rural, Eduardo Antônio Sanches, afirma que só em Aparecida do Taboado o setor deve alcançar 2 milhões de árvores, com faturamento mensal podendo chegar a R$ 5 milhões e gerando 2,5 mil empregos diretos.

Além de gerar emprego, a atividade é rentável às famílias, já que o trabalhador atua em parceria com o produtor. Nos dois primeiros anos o funcionário recebe 50% da sangria das seringueiras e o percentual reduz para 30% com o passar dos anos. O salário por casal pode chegar a R$ 4 mil.

Entre os desafios do setor está a necessidade de aumentar a produção local para transformar Mato Grosso do Sul em um grande player de seringueiras. Hoje a produção corresponde a 7% do látex do País, mas pode chegar a 12% nos próximos meses, durante o período e produção.

Para garantir o andamento da atividade, o Sindicato Rural de Aparecida do Taboado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) têm oferecido cursos de capacitação sobre a extração do látex, com cerca de 30 vagas por mês.

Para preparar o Estado para o setor, o Governo do Estado trabalha na atração de empresas de beneficiamento do látex, já com dois pedidos para instalação em andamento. Também conversou com o sindicato para que ele seja elevado a nível estadual, para representar os produtores de todo o Mato Grosso do Sul.

Para incentivar o setor, o Governo se manifestou favorável à manutenção do imposto sobre importação do produto pela Letec/Camex (Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior), por acreditar que o setor precisa de apoio neste momento de desenvolvimento.

Visita

No dia 1° de dezembro, o secretário da pasta, Jaime Verruck, acompanhado da equipe técnica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), visitou uma plantação de seringueiras de Aparecida do Taboado em produção, conversou com produtores e trabalhadores.

O presidente do Sindicato Rural, Eduardo Antônio Sanches, explicou que o setor está em expansão na região Leste de MS, mas tem esbarrado na concorrência com outros estados, que tem situações mais favoráveis para investimentos no segmento.

“É uma nova possibilidade de renda para o Estado, que pode gerar até 2,5 mil empregos nos próximos anos. Mas, para isso gostaríamos da redução do ICMS [Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços] sobre o produto, que hoje é de 12% e inviabiliza a competitividade com estados vizinhos”, disse.

Durante a visita o secretário conversou com trabalhadores e viu de perto como funciona a extração do látex. A estimativa é de que uma única pessoa consiga “sangrar” de 2 mil a 2,5 mil árvores.

“O setor de seringueiras está ganhando espaço e ainda tem muito a crescer no Mato Grosso do Sul, que já tem uma economia florestal consolidada. Por ser rentável, gerar emprego e aumentar as divisas, o Governo tem se empenhado em apoiar essa nova fonte de desenvolvimento”, afirma o secretário.

Texto e fotos: Priscilla Peres – Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro)


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