Tarifa
06.12.2017 | 15h19 - Atualizado em 06.12.2017 | 13h32
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Tarifa de água em Campo Grande terá o menor reajuste em 18 anos

O reajuste da tarifa de água será o menor dos últimos 18 anos. A Prefeitura de Campo Grande estabeleceu para o próximo ano apenas a correção inflacionária, de 1,83%, com base no contrato firmado com a Águas Guariroba.

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O reajuste tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A concessionária chegou a solicitar um reajuste maior, alegando que teve perdas no último ano, mas o prefeito Marquinhos Trad não concedeu.

“Nós estamos colocando em prática nosso compromisso de fazer justiça social. Tudo o que estiver ao nosso alcance será feito para que a população não seja onerada. Na nossa administração, a população só pagará o que é justo. É o menor reajuste dos últimos 18 anos, conforme estabelecido no contrato com a concessionária”, deTARIFA ÁGUA (4)clarou o prefeito.

Nos últimos 18 anos a tarifa de água tem sido reajustada com índice maior, com casos de até dois aumentos por ano, como aconteceu em 2001, 2002, 2003, 2006, 2014 e 2015. No ano passado, a tarifa subiu 8,47%, em um aumento 462% maior, se comparado ao deste ano, de 1,83%.

Fim da tarifa mínima

O prefeito já tomou uma medida visando a justiça social e em benefício da população, ao acabar com a taxa mínima de consumo da conta de água. Por meio de um decreto, ficou estabelecido que a população mais carente, que utiliza menos que 10 m³ de água por mês, deixa de pagar a tarifa mínima e passa a pagar, progressivamente, exatamente o valor consumido.

Atualmente, 130 mil residências de Campo Grande, o que representa quase 300 mil pessoas, pagam R$ 75,00 de água e esgoto. Estas famílias passarão, no primeiro ano, a pagar R$ 40. A medida reduzirá em 53%, em 2018, e 100%, em 2019, a tarifa mínima.

Inédita em todo o país, a iniciativa da Prefeitura Municipal de Campo Grande, que adotará o decreto como medida juridicamente legal para criar o benefício social, vai contemplar cerca de 130 mil residências na Capital sul-mato-grossense, o que representa quase 300 mil pessoas beneficiadas. O debate sobre o tema percorre mais de 12 anos em inúmeros Estados e municípios brasileiros e sempre foi polêmico, parando no legislativo.


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