09.01.2018 | 14h58 - Atualizado em 09.01.2018 | 15h04
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Atendimento psicossocial ganha 10 novos leitos e unidade passa a funcionar 24 horas por dia

O atendimento aos pacientes com transtorno mental em Campo Grande está sendo ampliado através da qualificação de mais uma unidade da Rede de Atenção Psicossocial junto ao Ministério da Saúde.  A partir desta terça-feira (08), o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Afrodite Doris Contis – no bairro Jardim dos Estados – passa a funcionar 24 horas por dia, com retaguarda clínica e acolhimento noturno.

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Durante solenidade de abertura dos novos atendimentos na unidade, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, destacou a importância da qualificação dos serviços de saúde, a fim de garantir a ampliação e otimização dos atendimentos de forma sustentável.

“A partir do atendimento das portarias ministeriais e qualificação dos serviços é possível organizar o sistema pública de saúde de um modo que a gente possa ampliar a oferta de atendimento. Hoje nós estamos dando uma resposta à população que carece desse tipo de atendimento, garantindo o acesso e um acompanhamento mais prolongado”, ponderou.

Com a ampliação do serviço, Campo Grande se torna uma das poucas cidades do país a atingir quase 100% de cobertura assistencial da população na modalidade Caps III (transtorno mental), atendendo a portaria GM/MS 336/2002 do Ministério da Saúde.

Foto: Marlon Ganassin

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Unidade localizada no bairro Jardim dos Estados passa a funcionar 24 horas por dia com 10 leitos de retaguarda.

A coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Ana Carolina Guimarães, explica que a portaria preconiza que os municípios disponham de 1 Caps III a cada  200 mil habitantes. Com a qualificação desta unidade, Campo Grande passa a contar com 4 Caps III o que, por sua vez, em termos operacionais, supre a necessidade do Município, considerando que a população da Capital é de aproximadamente 870 mil pessoas, conforme último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Se levarmos em conta os últimos levantamento que temos acesso do Ministério da Saúde, essa ampliação coloca Campo Grande como uma das únicas cidades do país a atingir 100% da cobertura”, disse.

Segundo a coordenadora, que é médica psiquiatra, o impacto da ampliação do serviço é ainda mais significativo, pois será possível aumentar a oferta de leitos de retaguarda, garantindo o atendimento 24 horas por dia de segunda a segunda.

Foto: Marlon Ganassin

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Novos leitos para atendimento a pacientes com transtorno mental.

“A qualificação deste instrumento é extramente importante, porque o impacto no atendimento de pacientes que hoje ficam esperando vagas nas unidades de urgência em situação de crise, por exemplo, poderão ser atendidos com mais celeridade, além de disponibilizarmos mais uma porta também para aqueles pacientes que já fazem o acompanhamento na Rede”, pondera.

Além de passar a funcionar 24 horas e contar com 10 novos leitos de retaguarda, a unidade também terá um incremento no valor de custeio, passando de R$ 33 mil para aproximadamente R$ 84 mil por mês, o que representa um aumento de R$ 51 mil.


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