Campo Grande Acolhedora
24.03.2018 | 09h01 - Atualizado em 24.03.2018 | 10h06
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Inclusão na capital prioriza morador de rua e habitação popular

Redação

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) está implementando em Campo Grande uma das mais sólidas e abrangentes políticas de inclusão social e combate às situações de vulnerabilidade humana do País. O fato de ter herdado uma prefeitura desmontada financeira e gerencialmente não impediu que já ao tomar posse, em janeiro de 2017, lançasse o desafio de transformar radicalmente o cenário de abandono e de injustiças que infelicitam pessoas sem acesso às condições básicas da cidadania.

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Uma das preocupações que motivaram o prefeito a assumir esse compromisso, mesmo sem ter a disponibilidade de recursos suficientes, está diante de toda a população e das autoridades: são milhares de moradores de rua e pessoas sem moradia que se multiplicam na cidade. “É gente que perambula há anos à procura de atenção e respostas concretas ao direito de ter uma vida com a dignidade da casa própria, do emprego, da saúde, da educação, do transporte e do lazer. O poder publico precisa e vai fazer a sua parte”, afirma o prefeito.

Com essa determinação Marquinhos Trad e sua equipe vêm alcançando os objetivos. Um passo dos mais significativos foi dado na quinta-feira, 22, quando a Prefeitura deu a arrancada para implantar um projeto pioneiro no Brasil. O “Campo Grande Acolhedora” vai melhorar e dar maior resolutividade na atenção ás pessoas que vivem em situação de rua, segundo explicou, na Câmara de Vereadores, o titular da Secretaria de Assistência Social, José Mário Antunes. Ele atendeu convite do Legislativo para falar sobre mais essa iniciativa da administração de Marquinhos Trad.

O projeto abrirá, inicialmente, 100 vagas em comunidades terapêuticas para acolher pessoas em situação de rua e ou dependentes de substâncias químicas como álcool e entorpecentes. A vice-prefeita Adriane Lopes, que coordena a ação junto com o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Antônio Cézar Lacerda, destacou a dificuldade para convencer essas pessoas, porque muitas resistem a sair das ruas.

Adriane Lopes informou que o ‘Campo Grande Acolhedora’ vai fazer uma convocação pública para apoiar as comunidades terapêuticas que se habilitarem a abrigar moradores de rua e dependentes químicos. O Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) é o responsável pelo encaminhamento e desde a década de 1990 realiza busca ativa para identificar demandas do gênero.

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A Secretaria Municipal de Assistência Social – que atua diuturnamente nas ruas de Campo Grande e encaminha as pessoas acolhidas para o Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante e População de Rua (Cetremi) e para o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) lançou a campanha “Onde a esmola acaba, o direito começa – Não dê esmola”. A intenção é incentivar a sociedade a não dar esmolas, já que tal atitude colabora para a permanência das pessoas nas ruas e cria a ilusão de que é possível viver da mendicância.

PREMIAÇÃO – No dia 20, em Salvador (BA), a Agência Municipal de Habitação (Emha) recebeu prêmio nacional da Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos da Habitação (ABC) durante o 65º Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social. O trabalho premiado é o que atende famílias em situação de insegurança jurídica, insalubridade e vulnerabilidade social e ambiental. Elas estão sendo atendidas pelo corpo técnico da Emha a fim de reverter o quadro de ocupações impróprias, que prejudicam o desenvolvimento planejado e ordenado da cidade.

Um exemplo da eficiência da política de habitação popular em Campo Grande é o do Loteamento Vila Futurista, parcelamento criado em 1962, no Bairro Veraneio, totalmente particular. Estava desocupado pelos proprietários até meados de 1990. Em 1998, uma ocupação maciça tomou conta de quase todo o local, de forma rápida e ordeira. Famílias de baixa renda se instalaram com rede de abastecimento de água, energia elétrica e escolas públicas no entorno. A Prefeitura reconheceu a carência e a necessidade de atendimento às 319 famílias e organizou o processo de amparo e normalização das ocupações irregulares.


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