Hospital do Trauma
26.03.2018 | 07h48 - Atualizado em 26.03.2018 | 08h51
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Prefeito destaca que investimento milionário veio do suor de quem paga imposto

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, e a vice-prefeita, Adriane Lopes, participaram na manhã deste domingo (25) da cerimônia de entrega do prédio do Hospital do Trauma de Campo Grande, anexo a Santa Casa. Durante pronunciamento, o prefeito destacou a importância do hospital para a saúde da Capital e o investimento de R$ 3,2 milhões da Prefeitura, fruto da contribuição da população, ao pagar o imposto todo ano.

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“Tudo aqui foi construído com o dinheiro da Dona Maria lá das Moreninhas, com o imposto do Senhor Antônio, lá do Zé Pereira, e o dinheiro suado do Joaquim, lá do Portal do Caiobá. Tudo se deve a aplicação do imposto de vocês, que está sendo aplicado por pessoas sérias, que estão pensando no bem popular. Espero que esse local seja de alegria e pouco sofrimento. Que as pessoas saiam daqui agradecidas por serem bem acolhidas e tratadas com amor pela Santa Casa”, declarou o prefeito.

Marquinhos também criticou a burocracia, que muitas vezes atrapalha o investimento no que é mais importante para a população, que é a saúde. “Existem certas burocracias que não conseguimosDemora 22 anos para liberar R$ 8 milhões e muitas vezes liberam R$ 40 milhões em até seis meses para tapar buraco. São entraves administrativos que devem ser corrigidos. Não podemos perder vidas por causa destes contratempos”, avaliou.

A cerimônia contou com a participação do ministro da Saúde, Ricardo Barros, que anunciou a liberação de R$ 6 milhões para o custeio do Hospital. “Estamos aqui comemorando a realização de mais um sonho. Sonhos não se realizam sonhando, mas trabalhando, acordando cedo, lutando e buscando solução”, disse o ministro, agradecendo a parceria com Governo do Estado, Prefeitura de Campo Grande e bancada federal.

O Hospital do Trauma será entregue com investimento de R$ 12,6 milhões, sendo R$ 3,2 milhões da Prefeitura de Campo Grande. Ele terá 100 leitos de internação, 10 UTIs, cinco salas cirúrgicas, duas salas para pequenos procedimentos cirúrgicos, três salas de observação com 15 leitos, três consultórios, duas salas de odontologia, duas salas de radiologia, uma sala de fisioterapia, uma sala de reabilitação, uma sala de tomografia, sala de emergência, área para recebimento de ambulâncias, estacionamento para 55 carros e 12 motos, além de ambientes de apoio.

O governador Reinaldo Azambuja ressaltou a sintonia entre a Prefeitura de Campo Grande e o Governo do Estado, que estão empenhados em trabalhar juntos pelo bem da Capital. “Estamos preocupados em atender o que é prioridade para a população. É algo construído por várias mãos. Não é mérito de um só, mas um esforço coletivo”, pontuou.

O hospital será de extrema importância para desafogar atendimentos, hoje concentrados na Santa Casa e que inviabilizam a internação de outros pacientes. A obra está em andamento há mais de 20 anos e só em 2002 o projeto foi alterado para se tornar um hospital.

“É um anseio da população, que estava aguardando esta entrega há 20 anos, após sucessos e frustrações. Em 22 meses, com parcerias com Governo Federal, Governo do Estado e Prefeitura, conseguimos avançar e entregar a obra”, declarou o presidente da Santa Casa, Esacheu Nascimento.

O Ministério da Saúde está analisando o novo plano operativo da Santa Casa, prevendo o custeio mensal que será feito pelo Sistema Único de Saúde, para manutenção do hospital, que já tem 70% dos equipamentos comprados.

 


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