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07.12.2017 | 17h13 - Atualizado em 07.12.2017 | 14h18
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ONU Mulheres usa internet para combater feminicídio na América Latina e Caribe

Agência Brasil

Em todo o mundo, ao menos uma em cada três mulheres com mais de 15 anos já foi alvo de violência sexual, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2013. A situação é ainda mais preocupante na América Latina e Caribe, onde, de acordo com o secretariado da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicado a promover a igualdade de gênero e o empoderamento feminino, a ONU Mulheres, estão 14 dos 25 países com as maiores taxas de assassinatos de mulheres por razões de gênero. No Brasil, segundo o Mapa da Violência Sobre Homicídios de Mulheres, divulgado em 2015, mais de 106 mil mulheres foram assassinadas em todo o país

Rio de Janeiro - Protesto em novembro de 2015 no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher Fernando Frazão/Agência Brasil
Para chamar a atenção para o tema, a ONU Mulheres desenvolve, durante todo o dia de hoje (7), ações nas redes sociais, a partir do Brasil e demais países da América Latina e Caribe. A iniciativa faz parte dos chamados Dezesseis Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, campanha mundial que o órgão faz anualmente para conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres em todo o mundo.

“Estamos fazendo um chamado de urgência aos Estados, às instituições públicas e privadas e à sociedade em geral para nos unirmos e acabar com o assassinato de mulheres em função de gênero na América Latina e Caribe. É um chamamento em prol da mudança de práticas pessoais, institucionais e de Estado”, disse à Agência Brasil a representante do escritório da ONU Mulher no Brasil, Nadine Gasman.

De acordo com a representante, a violência contra as mulheres reflete uma cultura machista que desvaloriza a população feminina e está entre as mais frequentes violações aos direitos humanos, associando-se à falta de segurança pública e ao sentimento de impunidade. Para Nadine, as várias instâncias da sociedade podem contribuir efetivamente para a superação do quadro atual.

“As pessoas, principalmente aqueles homens envolvidos em um relacionamento abusivo, precisam compreender que há muitas formas de resolver problemas e que a violência não é uma delas. E todos devemos refletir sobre como agimos em relação a outras pessoas, em particular em relação às mulheres”, disse Nadine.

Para a representante, o Estado e as instituições públicas devem se empenhar em mudar a cultura machista e violenta e criar mecanismos para, além de proteger os direitos de meninas e mulheres latino-americanas e caribenhas, garantir a punição dos criminosos. Nadine também destacou a importância de leis como a brasileira Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher e modificada recentemente.

“É importantíssimo por fim à impunidade. Principalmente porque, na maioria dos casos de feminicídio, o autor do crime é alguém próximo da vítima. Punir os criminosos é uma forma de o Estado dar a mensagem clara e inequívoca de que a violência contra as mulheres não é aceitável. Isso acaba tendo um caráter preventivo”, ponderou Nadine, pontuando que a iniciativa privada também pode colaborar. “As empresas podem contribuir instituindo mecanismos que coíbam o assédio e a violência contra as mulheres. É importante as funcionárias receberem apoio e terem onde pedir ajuda, mesmo quando violentadas fora do ambiente de trabalho.”


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