Editorial
05.07.2012 | 17h07 - Atualizado em 05.07.2012 | 18h10
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“Jornalistar”

Alan Brito - Jornal do Ônibus

O jornalismo tem como responsabilidade dar visibilidade a fatos que possivelmente não se mostrariam por si só. Grande parte das vezes em que se pega uma publicação em mãos e passa-se os olhos por uma nota, matéria ou reportagem, o fato noticiado aconteceu em um segundo de um tempo em que poucos ou raríssimos tiveram acesso, mas através da arte de repassar os fatos para o “papel”, o leitor tem contato com a história viva. A ação documental do jornalismo é a mola propulsora para os desdobramentos de um fato, que isolado no tempo, poderia passar despercebido, sem grandes consequências. Dito isso cabe a nós enquanto veículo de comunicação semanal, sermos antes de meros ‘repassadores’ de notícias, sermos revisores da história. Não no sentido acadêmico, ou mesmo com a pretensão de sabê-la a fundo, mas no sentido de que nosso olhar sobre os fatos que ocorreram durante toda uma semana chegue até o leitor com responsabilidade. Por isso não se pode ser coadjuvante da história, mesmo que seja leitor dela. Os fatos muitas vezes isolados podem aparentar não fazer diferença na vida do leitor, mas o fazem. Sendo o leitor nosso ponto final, a finalidade da existência dessa publicação, nós enquanto equipe, nos empenhamos em sempre saber as opiniões, aspirações e críticas. Cientes da possibilidade de incorrermos vez ou outra no erro, como é passível a todos, temos o encargo de tentar ao máximo não fazê-lo. E é com essa responsabilidade que vamos atrás das informações que são trazidas para o leitor, com a ciência de que possivelmente outras fontes já o fizeram, portanto temos de ser diferentes, complementar informações e dinamizar a maneira como a notícia chegará até ele. Não é uma missão fácil, ao contrário. A chamada pauta é extensa e variada, mas preferimos aprofundá-la a trazer o mais do mesmo. Aliás, o mais do mesmo está por aí e a isso se chama senso comum. Não nos cabe o julgamento, mas o alerta é válido: “Nem tudo que reluz é ouro”, diz o ditado. Nem sempre aquilo que é incansavelmente noticiado como verdade, realmente seja uma verdade. Pode parecer ambíguo, mas não é. Já disse o propagandista alemão Joseph Goebbels: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade". Triste, mas o fato é que mostrar aquilo que não quer aparecer é trabalhoso e muitas vezes perigoso. E isso sim é jornalismo. Afinal, já disse o jornalista e escritor George Orwell: “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.

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