10.07.2012 | 17h57 - Atualizado em 10.07.2012 | 19h21
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Fogueira das vaidades

Jornal do Ônibus

Com a definição do quadro político para as eleições de outubro deste ano, os debates tornam-se mais acalorados, cítricos e subjetivos nas mais diversas esferas do poder.

 

 De um lado um grupo robusto, que atraiu uma gama de aliados para integrar seu projeto político, de outro, grupos que mirraram frente ao temor ou oportunismo de seus outrora aliados, que debandaram.

 

 O chamado partidarismo se enfraqueceu e os partidos são acusados de buscar o melhor quadro para a disputa, não propriamente para o projeto ideológico.

 

 O ditado: “de grão em grão a galinha enche o papo” é comprovado, visto que os partidos pequenos foram os principais causadores de tanta reviravolta no cenário político consumado no último sábado (30), quando aconteceram as convenções partidárias

 

O fato é que o brio de alguns candidatos foi maculado pela capacidade de outros em convencer que várias siglas subam em seus palanques e incorporem à sua coligação. Alguns chamam esse fenômeno de competência, outros de “rolo-compressor”, outros de “atentado à democracia” e há até quem diga que tudo foi acertado financeiramente.

 

 Ora! Ninguém acredita que a simples ideia de ficar ao lado de quem tem chances reais de vencer a disputa seja algo inteligente? Convenhamos, os discursos nessa campanha necessitam ser diferenciados. PSDB e PMDB sempre foram aliados históricos, portanto, de alguma forma os tucanos fizeram parte das administrações anteriores, o que impossibilita o “colocar de dedo na ferida” em campanha.

 

 Seria como depor contra sí mesmo. O partido de oposição, o PT, também não poderá proceder de tal forma, uma vez que um grupo político que se mantém no poder há tanto tempo só o faz porque foi designado a isso, partindo do princípio democrático de que o voto é direto e secreto. Essa será a campanha das proposições. Campanha de ideias.

 

 Campanha de projetos, nesse contexto vence quem se expressar melhor e tiver as melhores ideias, não quem melhor denigrir a imagem do seu adversário.

 

 Outro fato lógico é que as ideias propostas serão executadas numa eventual administração de seus autores, com recursos do executivo, portanto o discurso de hegemonia em decorrência do poder econômico também não se estabelece. Que a fogueira das vaidades dos senhores candidatos seja utilizada para aquecer a água do “banho-maria”, a fritura não é saudável para o eleitor de hoje. Viva o debate!

 

 


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