Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018

ECONOMIA
Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018, 07h:10

Com opção para financiar de veículos até cirurgia plástica, consórcio se reinventa

Vendas de cotas cresceram mais de 20% neste ano, com destaque para o setor de serviços

Correio do Estado

Mais do que imóveis ou automóveis, os consórcios têm se estabelecido, cada vez mais, como uma opção atrativa para adquirir os mais diversos produtos e até serviços. Seguindo uma tendência nacional, Mato Grosso do Sul obteve crescimento superior a 20% na comercialização total de cotas de consórcios em 2018, inclusive superando o índice do País, de 10%, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). As vendas do setor avançaram 22,7% e chegaram a 20.128 cotas no Estado, no período de janeiro a junho deste ano. Com o resultado, MS ficou em terceiro lugar entre as unidades da Federação em maior porcentual de aumento nas cotas comercializadas, durante o primeiro semestre deste ano. 

“Por muito tempo, o mercado de consórcios se manteve muito acanhado. Antigamente, os clientes que procuravam as administradoras, mas, hoje, muitas administradoras e representantes delas procuram os clientes de forma direta, com um marketing muito mais forte, munido de informações mais acessíveis”, afirma o empresário Matheus Alexandre Romero Oliveira, que mantém em Campo Grande uma administradora de consórcios. Ele observa de perto o crescimento do setor e identifica algumas mudanças que vêm impulsionando as vendas.

“A procura por cotas ‘serviços’ vem crescendo significativamente”, destaca. “Entende-se por serviços: cirurgias em geral, viagens e festas. A busca por cotas de implementos agrícolas, barcos e motores, caminhões e aviões também aumentaram”. Atualmente, aponta, as opções para se realizar um consórcio são vastas. É possível adquirir, praticamente, “qualquer coisa”. 

CUIDADOS 

Apesar da atratividade, é preciso tomar alguns cuidados antes de embarcar em uma compra dessa modalidade. O primeiro passo é ficar atento às taxas de administração a serem pagas no período do consórcio. 

Essa taxa nada mais é que a forma como a administradora é remunerada por garantir que o grupo tenha acesso aos bens contratados. Diferentemente da taxa de juros, a de administração é fixa e estipulada em contrato. Sua incidência acontece de forma diluída nas prestações durante todo o consórcio e deve ser considerada como um fator de decisão antes de adquirir uma cota.

“O comprador precisa calcular quanto será pago de taxa no período total do consórcio e quanto abaterá dessa taxa a cada mês”, ressalta Oliveira. “Mas vale destacar que o consórcio não tem juros, e as taxas administrativas variam de 0,16% a 0,22% ao mês [porcentual simples], contra os juros dos financiamentos, que facilmente ultrapassam 1,5% ao mês [juros compostos]”.

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