Terça-feira, 23 de Julho de 2019

POLÍCIA
Segunda-feira, 24 de Junho de 2019, 11h:16

Feminicídio

Jovem morta pelo ex-namorado se desequilibrou, caiu e ele aproveitou para dar o 3° golpe fatal, diz polícia

Delegado de MS diz que está realizando intimações para conversar com familiares e eventuais testemunhas oculares do fato, nesta segunda-feira (24).

Por Graziela Rezende, G1 MS

Com apoio do Governo do Estado, a Federação de Clubes de Laço de Mato Grosso do Sul realiza em Campo Grande a 26ª Copa do Laço, entre os dias 11 e 14 de julho. Pela primeira vez na história, o evento esportivo amplia as atividades para alcançar a área dos negócios com a realização da 1ª Feira de Agronegócio do Banco Sicredi. Nesta segunda-feira (24), o governador Reinaldo Azambuja e o secretário Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica) receberam o presidente da Federação, Pompílio Cabral, para conhecer detalhes do evento. Mais de mil laçadores de 36 municípios vão competir nas provas organizadas no Parque do Laçador, próximo ao Autódromo da Capital. No espaço destinado aos negócios, ao menos 30 expositores estarão no evento com máquinas, equipamentos e produtos para a comercialização de bens e serviços. O objetivo, segundo a Federação de Clubes de Laço de MS, é levar cerca de três mil produtores rurais para participar da 1ª Feira do Agronegócio do Banco Sicredi na 26ª Copa do Laço. Apoio O Parque do Laçador de MS foi planejado para sediar leilões, provas e exposições agropecuárias. O espaço foi concluído em 2018, graças ao apoio do Governo do Estado, que destinou, via convênios da Fundesporte, recursos para a construção dos vestiários, galpões e barracões. A Federação ainda foi beneficiada com a doação da área onde está o Parque e recursos para a construção de uma pista de laço com 150 metros de comprimento por 40 metros de largura e arquibancadas.

A investigação sobre a morte de Kelly Cristina Rodrigues de Souza, de 20 anos, apontou que o suspeito do crime aproveitou o momento em que ela caiu, se desequilibrou e então deu o terceiro golpe fatal na vítima, conforme afirmou ao G1 nesta segunda-feira (24) o delegado Alexandro Mendes de Araújo, responsável pelo inquérito de feminicídio.

"Foram três golpes de canivete. O primeiro foi na região do abdômen e ela tentou correr, quando levou outro no pescoço. Neste momento, se desequilibrou, caiu e aproveitou para dar o terceiro golpe fatal nela. O homem permaneceu em silêncio durante o interrogatório, foi muito frio e não demonstrou arrependimento algum", explicou o delegado.

Nesta manhã, o delegado comenta que está realizando intimações para conversar com familiares e eventuais testemunhas oculares do fato. "Queremos ver o que estas pessoas tem a corroborar com as investigações. O homem já teve o indiciamento formal. Ele tinha antecedentes por violência doméstica, um deles de ameaça contra a vítima", comentou Mendes.

 

Entenda o caso 

Kelly foi morta pelo ex-namorado com golpes de canivete na noite deste sábado (22), dia em que comemorava o próprio aniversário, em Costa Rica. Na ocasião, o delegado Gustavo Mendes Silva ressaltou que os dois tiveram um relacionamento por cerca de dois anos e meio e, desde novembro de 2018, a vítima teria se separado do suspeito de 24 anos. Ele foi preso em casa.

 

"De início, ele disse que não tinha remorso e que estava aliviado. Na residência também encontramos o canivete que foi apreendido," explicou.

Conforme o delegado, o crime ocorreu após uma discussão do homem com a vítima. No primeiro desentendimento, os dois estavam com mais um grupo de amigos e o suspeito nervoso, quebrou o celular de Kelly.

Depois de alguns momentos de conversa, os dois ficaram sozinhos no local e após uma nova discussão, o suspeito teria usado um canivete com lâmina de 9 centímetros para dar o primeiro golpe no abdômen de Kelly. Ela conseguiu correr, mas, caiu a alguns metros da praça.

Segundo a ocorrência, o suspeito foi atrás da vítima e a atingiu com mais dois golpes na região do pescoço, conforme testemunhas. Kelly morreu antes do socorro e da polícia chegar ao local. 

Feminicído em MS 

Mato Grosso do Sul registrou 19 casos de feminicídio de 1º de janeiro até 22 de junho deste ano, conforme a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Já de acordo com a Subsecretaria Estadual de Políticas Públicas para a Mulher, Kelly é a vigésima vítima.

O último caso foi na terça-feira (18), em Aral Moreira, a 373 quilômetros de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai. De acordo com a polícia, Andreia Pereira dos Santos foi morta a tiros na lanchonete dela pelo marido, de 39 anos, que foi preso durante abordagem na MS-156, entre os municípios de Amambai e Tacuru.

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