Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

POLÍCIA
Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019, 10h:13

Justiça

Justiça nega pedido 2º pedido de liberdade de sobrinho que matou agiota

Miguel Arcanjo está preso desde o dia 22 de julho depois de matar a tiros o tio, no dia 16 de julho deste ano

Midiamax

Sobrinho matou agiota depois de um desacordo comercial, em julho deste ano (Marcos Ermínio, Midiamax)

Foi negada pela segunda vez pela Justiça, o pedido de liberdade de Miguel Arcanjo Camilo Júnior acusado de matar o tio Oswaldo Foglia Júnior de 43 anos, no dia 16 de julho deste ano, no Jardim São Lourenço, em Campo Grande. O crime aconteceu após um desentendimento comercial entre os dois.

O juiz Aluízio Pereira dos Santos negou o pedido de liberdade com restrições como uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de saídas noturnas, no dia 18 deste mês. No pedido, o advogado Marlon Ricardo Lima Chaves expõe que Miguel estaria sendo ameaçado de morte e que Oswaldo também teria ameaçado a sua esposa e filho.

Ainda segundo a defesa, Miguel tinha porte da arma que foi usada para matar o agiota, sendo esta autorização da Polícia Federal após o réu ter sofrido assaltos em sua conveniência. O advogado ainda argumentou que a única contravenção que Miguel tinha seria multa por falta de cinto de segurança.

Mesmo assim, foi indeferido o pedido de liberdade a Miguel que está preso desde o dia 22 de julho, no Presídio de Trânsito de Campo Grande. A prisão temporária foi convertida em prisão preventiva, no dia 8 de agosto.

A 1º audiência do caso aconteceu no dia 28 de outubro quando quatro testemunhas de acusação foram ouvidas. Uma outra audiência está marcada para o dia 16 de dezembro deste ano.

O crime

O assassinato ocorreu no dia 16 de julho deste ano, no Jardim São Lourenço, em Campo Grande. No momento do assassinato, Oswaldo foi até a conveniência e teria dito ao sobrinho que estava com um facão no carro e que iria matá-lo. Momento em que, armado com uma pistola, o autor atirou contra o agiota que morreu no local. Em seguida, o sobrinho fugiu em um Camaro amarelo que foi encontrado abandonado na manhã seguinte, no bairro Cristo Redentor.

O agiota foi morto depois de exigir honorários de uma cobrança que fez, mas que não recebeu. O suspeito, Miguel é um empresário do ramo de frios e tem duas lojas na cidade. Um dos fornecedores de Miguel sabia que o tio dele, Oswaldo, estava envolvido com agiotagem e decidiu contratá-lo para fazer uma cobrança. Oswaldo seria o responsável por fazer a cobrança para este fornecedor.

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