Domingo, 18 de Agosto de 2019

POLÍCIA
Segunda-feira, 12 de Agosto de 2019, 10h:04

Dourados

Polícia prende trio e salva mulher de “tribunal do crime” do PCC

Dois homens e uma mulher foram presos na Vila Cachoeirinha, onde vítima estava em cárcere privado e sendo torturada

Campo Grande News

Um dos presos pelo “tribunal do crime” é conduzido por policiais civis (Foto: Divulgação)

Uma mulher de 19 anos de idade foi libertada por policiais civis em Dourados, a 233 km de Campo Grande, depois de passar um dia nas mãos de integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Ela tinha sido sequestrada a mando da quadrilha para ser submetida ao chamado “tribunal do crime”, que rivais da facção são julgados e executados.

O caso aconteceu na sexta-feira (9), mas só foi divulgado hoje pela assessoria da Polícia Civil. A quadrilha foi descoberta em ação conjunta da de agentes da Defron (Delegacia Especializada de Repreensão aos Crimes de Fronteira) e do SIG (Setor de Investigações Gerais).

Foram presos um homem de 21 anos conhecido como “Guerreiro”, outro de 40 de apelido “Paraguaio”, e “Cidinha”, de 34. Os nomes não foram divulgados.

Os policiais chegaram até eles após a família da jovem de 19 anos procurar a delegacia para informar que ela tinha sido levada contra a sua vontade por um homem que se identificou como membro da facção criminosa.

De acordo com a polícia, a vítima foi obrigada a acompanhar o homem, identificado depois como sendo Guerreiro. Caso a mulher se negasse a acompanhá-lo, o irmão dela seria morto por outros integrantes da facção criminosa dentro da PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Os policiais prenderam Guerreiro e localizaram a moto usada para levar a mulher até o cativeiro. O suspeito confessou ter levado a vítima até a casa na Vila Cachoeirinha, região sul da cidade, mas negou que tivesse ameaçado a mulher. Em outra residência, no bairro Cachoeirinha, os policiais encontraram a vítima, bem como prenderam Paraguaio e Cidinha.

Segundo a polícia, os autores mantinham a vítima em cárcere privado desde quinta-feira (8), esperando para ser julgada por supostamente ter denunciado outros membros da facção para a polícia. Ela tinha sofrido tortura física e psicológica. Os bandidos queriam que a mulher confessasse que havia “abandonado a camisa do PCC”.

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