Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020

POLÍCIA
Quarta-feira, 15 de Julho de 2020, 08h:31

Crime bárbaro

Sem parentes, calmo e educado: ‘Nunca suspeitei dele’, diz mãe de Carla sobre assassino

Marcos André foi preso por equipes do Batalhão de Choque

Midiamax

Carla foi sequestrada no dia 30 de junho (Henrique Arakaki, Midiamax)

“Nunca suspeite dele”, disse Evanir Santana Magalhães, mãe de Carla Santana Magalhães, sequestrada e assassinada por Marcos André Vilalba de 21 anos, que acabou preso, na última segunda-feira (13), no bairro Tiradentes por equipes do Batalhão de Choque. O servente de pedreiro era visto como uma pessoa calma e educada.

Ainda sem saber por que a filha foi morta de forma tão brutal e cruel, Evanir diz acreditar que Marcos não teria agido sozinho. O servente de pedreiro era sob qualquer suspeita, já que foi uma grande surpresa para a família de Carla como para os moradores da região, que ele fosse o assassino da jovem.

Nem mesmo o dono da conveniência, onde o corpo da Carla foi deixado sem roupas, acreditou que Marcos teria cometido crime tão cruel. “Não acredito que tenha sido o Marcos por que se fosse ele teria que ter enganado muita gente”, disse Benedito Carlos de 68 anos.

Marcos André foi preso na noite de segunda (13) pela Polícia Militar que já tinha informações sobre a possível autoria do crime. O servente de pedreiro foi preso por volta das 22 horas, e ainda tentou correr, mas acabou alcançado e detido pelos policiais. Na casa de Marcos foi encontrado pelos policiais, um lençol sujo de sangue ao lado de um fogão e uma máscara suja de sangue. A motivação para o crime ainda não foi revelada.

Uma das hipóteses levantada pela polícia é de que Carla poderia ter sido vítima da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), no tribunal do crime, no entanto, não há informações sobre envolvimento de Carla com a facção criminosa.

Carla estava desaparecida desde o dia 30 de junho, quando saiu para ir a um mercado na companhia de uma amiga. No dia do sequestro ela teria gritado por socorro. Ela teria gritado que estava sendo sequestrada antes de ser levada. A mãe da jovem estava assistindo televisão quando ouviu os gritos e ao sair, Carla já tinha sido levada.

A polícia investigava o sequestro e imagens de câmeras de segurança que ficavam em uma padaria já tinham sido analisadas, mas como as imagens estavam prejudicadas não tinha como ver o carro que havia levado a jovem. Áudios captados das imagens do dia do sequestro mostram que Carla teria sido levada por duas pessoas.

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