Sábado, 23 de Março de 2019

POLÍTICA
Sábado, 05 de Janeiro de 2019, 10h:17

Segundo mandato

Azambuja: segundo mandato vai consolidar os avanços do primeiro

Redação

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) considera que seu primeiro mandato ofereceu lições fundamentais para que, no segundo, possa aprimorar os acertos e ainda evitar os erros. Não gosta de destacar pontualmente um grande acerto ou um grande erro, mas assinala que o principal desafio dos quatro anos que passaram ainda precisa ser vencido totalmente: a recuperação financeira e gerencial de Mato Grosso do Sul, que foi vitoriosa e assegurou importantes avanços.

"Precisamos que a máquina administrativa seja mais eficiente, mais leve, mais ágil, que propicie a todas as famílias a certeza de serem atendidas com serviços de qualidade e vivam num Estado que lhes dê segurança, oportunidades, inclusão e as demais garantias indispensáveis à cidadania", enfatizava Azambuja pouco antes de tomar posse na Assembleia Legislativa. Logo depois, ao lado da esposa, Fátima; do vice, Murilo Faith; secretários, lideranças políticas e autoridades representativas de várias instituições, ele assumiu seu segundo mandato de governador.

Com este cenário Azambuja proclamou os compromissos prioritários do segundo mandato, com ênfase nas medidas de austeridade financeira (controle de custeio, redução de pessoal e do comprometimento salarial), eficiência (recomposição do organograma gerencial), políticas de inclusão social e evolução da retomada do desenvolvimento, com geração de empregos e fortalecimento dos setores estratégicos da economia, como o agronegócio, a indústria e a agricultura familiar.

No plano da austeridade, o controle de custeio e os planos pela eficiência já estão em andamento. Um decreto no primeiro dia útil de gestão extinguiu e demitiu cerca de dois mil cargos e comissionados que inchavam o quadro de pessoal. Parte será reaproveitada, de acordo com as necessidades. As políticas inclusivas e serviços essenciais obedecem um comando único, aquele que repercute uma frase constante de Azambuja: governar para as pessoas.

Assim, os serviços de saúde, educação, assistência e direitos humanos terão atenção redobrada com destaque para o atendimento de excelência e a incorporação de tecnologia. 

A Secretaria  de Educação (SED) está reorganizando a rede estadual, com foco no Ensino Fundamental II e Ensino Médio, atendendo a orientação do Ministério da Educação e otimizando o aproveitamento dos espaços públicos. Na Saúde, avança a construção dos novos hospitais e melhora o desempenho das unidades que vêm sendo reformadas, ampliadas e equipadas.

Na segurança, e também com maior investimento em tecnologia, as projeções são das mais otimistas. Além de contar com garantias do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para aperfeiçoar o sistema de controle das áreas de fronteira, Azambuja deve seguir dotando a Secretaria de Justiça e Segurança Publica (Sejusp) de reforço de efetivo, armas, viaturas e equipamentos de logística e comunicação.

Da mesma forma se processa a parceria com os municípios nas intervenções de prevenção a enchentes, recuperação de danos, combate à erosão e assistência aos eventuais desabrigados.

Os investimentos vão continuar, com fôlego mais diferenciado por causa das medidas de contenção de custeio. Azambuja conseguiu em quatro anos concluir quase 100% das 215 obras inacabadas que encontrou quando assumiu - só faltou o Aquário do Pantanal, cujo término deve acontecer nos próximos dois anos. E o fòlego para novos serviços, obras e parcerias vai continuar, dentro do compromisso de fazer um governo municipalista, que vem contemplando os 79 municípios nas mais diversas demandas.

 NOVO TEMPO - Azambuja prevê um tempo ainda mais novo e melhor para o Estado, destacando dois fortes motivos: a decisão de Bolsonaro de nomear dois sulmatogrossenses para o ministério (Tereza Cristina, da Agricultura, e Luiz Henrique Mandetta, da Saúde); e o acordo assinado no final de 2018 entre os presidentes do Brasil e do Paraguai para a construção de duas pontes que ligarão os dois países no corredor plurinacional conhecido como Rota Bioceânica.

Além do intercâmbio social, cultural, científico e econômico, a rota rodoviária latino-americana partindo de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, aos portos chilenos, vai alavancar também o turismo no Brasil, Paraguai, Argentina e Chile pela facilidade de acesso. Em dezembro, os presidentes Michel Temer e Mario Abdo transpuseram – com a autorização da construção de ponte que ligará Porto Murtinho a Carmelo Peralta – a última barreira para a consolidação da Rota Bioceânica. 

Com esta obra, Mato Grosso do Sul terá acesso rodoviário ao Oceano Pacífico, ampliando as possibilidades de conquista de novos mercados para exportação de produtos. A rota terrestre permitirá redução de, pelo menos, 8 mil quilômetros do trajeto para escoar a produção do Estado. O custo total previsto para essas duas pontes é de US$ 270 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão), investidos pela Binacional Itaipu ao longo dos próximos dois anos e meio a três anos. A segunda travessia será erguida no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu.  

 

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