Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

POLÍTICA
Quinta-feira, 06 de Dezembro de 2018, 12h:07

Presidência da Assembleia Legislativa

Votos do MDB, DEM e PT definem cenário para eleição der Paulo Corrêa

Redação

Com os votos dos deputados do MDB (Eduardo Rocha, Márcio Fernandes e Renato Câmara); do DEM (Zé Teixeira e José Carlos Barbosinha); do PT (Cabo Almi e Pedro Kemp); do PSD (Londres Machado); e dos correligionários Rinaldo Modesto e Felipe Orro, o tucano Paulo Corrêa garantiu, com o seu, metade dos votos para a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa. 

Para fazer maioria simples, fica faltando apenas um, pois 13 votos são suficientes para vencer a disputa. Até agora o único concorrente de Corrêa é o deputado Onevan de Matos (PSDB). Além dos deputados que já declararam apoio, outros já haviam feito o mesmo antes de a bancada do PSDB decidir quem seria seu candidato. Na terça-feira passada, por 3 a 2 Corrêa ganhou o referendo com seu voto e os de Rinaldo e Marçal. Agora, estende as conversas aos demais parlamentares. 

Para consolidar e ampliar sua vantagem, ele agendou as últimas conversas e já recebeu acenos favoráveis. O peso decisivo e finalizador do processo está no chamado "Grupo dos 6", com quem foi agendada na quinta-feira uma reunião. fazem parte do G-6 os deputados Lucas de Lima e Herculano Borges (SD), Evander Vendramini e Gerson Claro (PP), Coronel David (PSL) e Neno Razuk (PTB). 

Contrafeito, Onevan de Matos se insurgiu contra a decisão da bancada. Considerou-a contaminada, afirmando que a preferência por Corrêa só aconteceu por causa da interferência do governador Reinaldo Azambuja. Decidiu continuar candidato e disse esperar que a maioria dos colegas se levantem contra o que classifica de ingerência e perigoso precedente nas relações entre dois poderes que precisam ser harmônicos, mas precisam preservar sua autonomia.

Apesar disso, os protestos de Onevan de Matos não vêm repercutindo com a desejada ressonância no ambiente legislativo. É voz corrente no Palácio Guaicurus, entre os deputados e assessores mais antigos, que a candidatura de Paulo Corrêa  já obteve as condições necessárias para avançar vitoriosamente. Uma dessas condições é o apoio do governador que, interferindo ou não, lidera politicamente entre 14 a 16 deputados.

Além disso, algumas situações emblemáticas são avaliadas, como o apoio declarado e vigoroso que Corrêa recebeu de dois dos mais experientes e acreditados políticos no âmbito do parlamento, os deputados Londres Machado e Zé Teixeira. Ao contrário de outras legislaturas, quando sempre figurou entre os mais cotados para a presidência e com seis investiduras no cargo, Londres agora ficou em posição mais discreta. Porém, fez questão de prestar apoio ao tucano e dar ampla divulgação ao fato.

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