MPF diz que Ricardo Salles beneficiou grupo empresarial no Cristo Redentor

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Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente
O Antagonista

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente

Segundo o Ministério Público Federal, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles , favoreceu um grupo empresarial em concessões de pontos comerciais no Cristo Redentor , no Rio de Janeiro (RJ). As informações de documentos obtidos pelo Jornal Nacional apontam que seis lojas que vendem comidas e lembranças a turistas foram beneficiadas.

O Ministério Público Federal acusa o Ministério do Meio Ambiente de favorecer o grupo Cataratas, detentor das concessões. O grupo também é responsável pelo transporte de vans que levam a maior parte dos turistas ao Cristo Redentor.

Proprietários de pequenas lojas no Cristo Redentor receberam aviso de despejo em julho de 2019, sob determinação do ICMBio, órgão do Ministério do Meio Ambiente responsável pelo Parque Nacional da Tijuca (RJ).

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Um embate jurídico entre o Ministério do Meio Ambiente, a Igreja Católica e os comerciantes começou na mesma época. A união cedeu o domínio útil do terreno do alto do Corcovado à igreja em 1934, com renovação em 1981. A Procuradoria Regional Federal defende que os documentos foram revogados há 30 anos, e que a Igreja Católica não possui qualquer título de posse no Corcovado.

Já a Igreja Católica, que não recebe taxas dos lojistas, alega que o terreno do Corcovado pertence ao santuário e defende a permanência dos comerciantes. O caso segue na justiça. 

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