Domingo, 13 de Junho de 2021

COLUNISTAS
Terça-feira, 30 de Março de 2021, 08h:34

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Blog do BOSCO

Prática, concisa é a resenha diária de Bosco Martins. Em poucos minutos você já sai de casa sabendo o que há de importante.

COTIDIANO DIGITAL

Os chineses querem abrir mais uma frente de competição com os americanos: satélites de internet de alta velocidade. O plano StarNet da China é lançar 10 mil satélites nos próximos cinco a 10 anos. Esse é o mercado da Space X, que lidera com seu serviço Starlink e já tem realizado testes com usuários nos EUA, Canadá e Reino Unido. A Amazon também tem investido em sua própria frota de satélites com o Projeto Kuiper. Segundo especialistas, a China está atrasada em banda larga via satélite, mas se implantar a mesma estratégia que fez com a Huawei de oferecer equipamentos mais baratos e confiáveis no exterior, pode se tornar um competidor de peso para os americanos.

Por falar na China… Com o maior mercado do mundo, o país começou a construir uma arena de e-sports em Shangai. A obra custará US$ 898,2 milhões e terá uma área de 500 mil metros quadrados, com um hotel anexo para as equipes. A ideia é  posicionar a cidade como um centro global de e-sports. No ano passado, Shangai sediou o Campeonato Mundial League of Legends, um dos maiores eventos do calendário de e-sports. (Época Negócios)

CULTURA

Cerca de cinco mil pessoas se aglomeraram na cidade espanhola de Barcelona para um show da banda de pop rock Love of Lesbian (clipe de El Sur no Youtube). Mas não foi um gesto de desrespeito ao distanciamento, e sim uma experiência autorizada pelo governo. Todos na plateia usavam máscaras e haviam conseguido resultado negativo em testes de Covid, ambos incluídos no preço do ingresso. O objetivo é avaliar a segurança desse tipo de evento e, se for o caso, criar um protocolo para a retomada dos shows presenciais na Europa.

Três décadas depois de assustar o mundo e abiscoitar seu Oscar de Melhor Ator como Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes, Anthony Hopkins está de novo na briga pela estatueta, mas num papel que desperta empatia, não medo. Em Meu Pai, ele vive Anthony, um homem de 83 anos (sua idade real) que convive com a demência. Duas atrizes vivem sua única filha, enfatizando a confusão mental do pai. O filme estreia em abril nas plataformas de streaming.

ECONOMIA

Continua o bloqueio no Canal de Suez. Um dos maiores navios porta-contêineres do mundo voltou a flutuar depois de ficar encalhado por quase uma semana, bloqueando a rota considerada uma das principais do comércio internacional. Mesmo assim, ainda não ficou claro quando a hidrovia será aberta ao tráfego, ou quanto tempo levará para limpar o congestionamento de mais de 450 navios presos. As estimativas apontam que o engarrafamento já cause prejuízos de US$ 9,6 bilhões — o equivalente a US$ 400 milhões por hora —,  em mercadorias por dia. (New York Times)

O Brasil não deve sair ileso. A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) prevê que essa interrupção cause desde atrasos na entrega de mercadorias, custos extras para transporte até elevação de preços de contêineres e navios. “A exportação sai e a importação não entra. Essa queda (nas importações) vai ser compensada quando essa mercadoria chegar ao Brasil com atraso”, diz o presidente José Augusto de Castro. “As matérias primas que o Brasil possui vem da China e do Sudeste Asiático, e elas vão ter impacto, não tem jeito.”

Fonte:  Canal Meio e Blog do Bosco

BRASILEIROS PERDIDOS PARA A COVID CHEGAM A UM QUARTO DE MILHÃO

Já estava previsto, mas não é menos aterrorizante. O Brasil atingiu nesta quarta-feira a marca de 250 mil mortos pela Covid-19, mantendo-se atrás apenas dos EUA em número de vítimas fatais, embora seja o terceiro em casos — a Índia é o segundo. Ontem foram registradas 1.433 mortes, totalizando 250.079 vítimas. A doença está retrocedendo em vários países, informa Jamil Chade com dados da OMS, mas aqui ocorre o contrário. A taxa de transmissão no Brasil, apurada pelo Imperial College de Londres, voltou a subir e está em 1,05 – significa que 100 infectados transmitem o vírus para 105 novos portadores. Acima de 1, a taxa indica que a doença está fora de controle. Isso é o Brasil. (UOL)

Miguel Nicolelis, cientista: “Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo.” (Twitter)

Embora seja comandado por um general apresentado como especialista em logística, o Ministério da Saúde se enrolou com a Região Norte. Mandou para o Amazonas as duas mil doses de vacinas destinadas ao Amapá, que recebeu as 78 mil doses do Amazonas. A pasta diz que a situação será corrigida. E a crise amazonense só faz crescer. Nos 54 dias de 2021, a Covid-19 matou 5.228 pessoas no estado, mais que os 5.285 mortos registrados entre março e dezembro do ano passado. (G1)

A calamidade causada pela doença vai de um extremo ao outro do país. Depois do Amazonas, o Rio Grande do Sul vê sua rede pública à beira do colapso, com 96% dos leitos de UTI ocupados em Porto Alegre. A média móvel de mortes também registrou um aumento de 53% em relação há duas semanas, indicativo de alta nos óbitos. Pior, segundo especialistas, o número ainda não reflete as aglomerações clandestinas no carnaval. (Globo)

Em São Paulo, o governo determinou um “toque de restrição” a partir de amanhã, entre 23h e 5h para conter aglomerações. Em entrevista coletiva, o próprio governador João Doria (PSDB) teve dificuldade em explicar como o sistema funciona. (Folha)

O Senado aprovou projeto de lei permitindo que o governo assuma os riscos decorrentes da aplicação de vacinas, o principal entrave à compra de imunizantes da Janssen e da Pfizer (que já tem registro definitivo da Anvisa). O texto prevê ainda que a iniciativa privada compre vacinas, mas algumas várias condições: enquanto houver vacinação de grupos prioritários, 100% do que empresas importarem deverá ser doado ao SUS; depois, esse percentual cai para 50%, e o restante terá de ser aplicado gratuitamente, por exemplo, na imunização de funcionários. O projeto deve ser votado ainda esta semana na Câmara. (Globo)

Só que… O presidente Jair Bolsonaro, crítico dos termos exigidos pela Pfizer, acenou com a possibilidade de vetar o projeto aprovado pelo Senado. (UOL)

O Ministério da Saúde recebeu na terça-feira 3,2 milhões de novas doses de vacinas – dois milhões da Oxford AstraZeneca e 1,2 milhão de doses da CoronaVac. Elas devem começar a ser distribuídas ainda hoje. (G1)

TECH NO PRÓXIMO NÍVEL

Depois de anos em desenvolvimento, a pandemia não só acelerou, mas trouxe de vez a automação nas fábricas, nos armazéns e nas áreas administrativas. Até o fim do ano, a base instalada de robôs de fábricas em todo o mundo superará 3,2 milhões de unidades, o dobro do patamar de 2015. Segundo as previsões, o mercado global de robótica industrial crescerá de US$ 45 bilhões em 2020, para US$ 73 bilhões em 2025. Não é à toa que a General Motors lançou este ano uma nova divisão de logística de vans para entrega de mercadoria e paletes elétricos autônomos para serem usados em armazéns. Hoje, os avanços na tecnologia e modelos de negócios permitem que não só as grandes, mas também as menores empresas desfrutem dos benefícios da automação. (Folha)

Pois é… O Brasil lidera o parque de robôs industriais da América do Sul. Tem mais de 15,3 mil robôs em operação. Na América Latina, só perde para o México, que está perto do mercado americano. A robotização brasileira está longe da adotada nos países desenvolvidos. Enquanto tem de 12 a 13 robôs a cada 10 mil trabalhadores, os EUA têm 1,3 mil, China 938, Japão 1,2 mil e Coreia 2,7 mil. (Valor)

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