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Quarta-feira, 12 de Maio de 2021, 11h:52

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Blog do BOSCO

Prática, concisa é a resenha diária de Bosco Martins.
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DIRETOR DA ANVISA SURPREENDE E DEFENDE CIÊNCIA NA CPI

Mato Grosso do Sul 12 de maio de 2021,

Quando toda a CPI da Pandemia esperava que o depoimento hoje do ex-chefe da Secom Fabio Wajngarten fosse o mais bombástico da semana, o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, surpreendeu. Numa oitiva de seis horas, a mais curta até agora, ele respondeu de forma direta a todas as perguntas e repudiou praticamente todas as ações do governo federal até o momento. Ele se disse arrependido de ter participado de uma aglomeração com o presidente Jair Bolsonaro e condenou o uso de cloroquina. E mais, confirmou a informação dada por Henrique Mandetta de que rejeitou a alteração por decreto da bula da cloroquina para inclusão da Covid-19 entre as indicações. Por outro lado, negou pressões políticas para aprovação de vacinas e disse que os entraves à aprovação da russa Sputnik V são contornáveis.

O depoimento de Barra Torres provocou constrangimento no Planalto, especialmente porque o diretor-presidente da Anvisa é militar, amigo e tido como aliado de Bolsonaro. Ao participar de uma cerimônia para liberação de verbas justamente de combate à Covid, o presidente preferiu não falar, deixando ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a função de defender o governo.

Ao falar sobre a bula da cloroquina, Barra Torres apontou como uma das defensoras da mudança a médica bolsonarista Nise Yamaguchi. Alteração da bula por decreto seria ilegal. Segundo o Radar, a citação deixou em maus lençóis a minoria governista, que havia apresentado três requerimentos para que ela fosse ouvida para defender a medicação. Agora é a oposição que quer interrogá-la.

Fausto Macedo: “Com o aval do Planalto, a Advocacia-Geral da União (AGU) prepara um habeas corpus para ser apresentado nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e garantir ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello o direito de ficar calado e não responder a perguntas em depoimento à CPI.  O depoimento está marcado para o próximo dia 19.”

Hoje é a vez do esperado depoimento de Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação do Planalto. Em entrevista, ele atribuiu à “incompetência” de Pazuello o atraso na compra de vacinas. Segundo Gerson Camarotti, a CPI pretende quebrar os sigilos dele e de integrantes do chamado “gabinete do ódio” para saber se houve financiamento à propagação de notícias falsas sobre a pandemia.

Painel: “Os senadores da oposição enxergam o depoimento de Wajngarten como o caminho na CPI da Covid para angariar provas sobre as falhas do governo nas negociações para compra de imunizantes, em especial o fabricado pela Pfizer.”

A Polícia Federal pediu ao STF autorização para investigar o ministro Dias Toffoli por suspeita de venda de decisões, informa o Painel. Segundo delação premiada do ex-governador do Rio Sergio Cabral, Toffoli teria recebido R$ 4 milhões para favorecer dois prefeitos fluminenses no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que integrou de 2012 a 2016. O dinheiro teria passado pelo escritório da mulher de Toffoli, a advogada Roberta Rangel. O ministro nega.

O presidente Jair Bolsonaro não escondeu o incômodo com a revelação de um “orçamento secreto” de R$ 3 bilhões para contemplar políticos aliados via Ministério do Desenvolvimento Regional, usado em grande parte para comprar tratores. “Eles não têm o que falar. Só os canalhas do Estado de S. Paulo para escrever isso aí”, reclamou junto a apoiadores. Já no Congresso, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) entrou com um pedido de CPI para investigar o caso. O curioso é que Rocha é aliado do Planalto e tem apadrinhados na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), usada no esquema.

Coluna do Estadão: “Por ora, o entorno de Jair Bolsonaro, em rara consonância com a oposição, avalia que, ao menos no caso do orçamento secreto, Augusto Aras não entrará em campo para valer enquanto o presidente tiver vaga à disposição no STF e ele próprio sonhar com um segundo mandato na PGR. Conforme um governista, se entrar, Aras jogará como ‘goleiro’: puxará o freio de mão de investigações.”

A Câmara aprovou ontem a urgência de um projeto que altera o regimento interno para limitar as ferramentas de obstrução pela minoria. Ficam, por exemplo, abolidos os destaques individuais a projetos, e os destaques de bancada serão votados em bloco. A justificativa é que essas e outras mudanças vão acelerar os trabalhos. Já a oposição diz que objetivo é calar a minoria.

VIVER

Pela primeira vez em 55 dias, a média móvel de mortes por Covid-19 em uma semana ficou abaixo de 2 mil, com 1.980 óbitos. Na comparação com o período anterior, houve redução de 17%, o que indica queda no número de mortes. Ontem foram registradas 2.275 vítimas fatais, totalizando 425.711 desde o início da pandemia.

Seguindo orientação da Anvisa, o Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina da AstraZeneca em grávidas e mulheres que acabaram de dar à luz e tenham comorbidades, inclusive da segunda dose. O ministério investiga se a morte de uma gestante no Rio de Janeiro teve relação com a aplicação do imunizante. Antes da suspensão oficial, vários estados já haviam interrompido a vacinação desse grupo.

Para muitas gestantes, porém, o risco de contrair Covid-19 assusta mais que eventuais efeitos colaterais da vacina. Desde o início da pandemia, 704 mulheres grávidas morreram da doença no Brasil.

E o Ministério da Saúde anunciou ter fechado nesta terça-feira o segundo contrato para compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer, a mesma quantidade do acordo anterior, a um custo de R$ 6,6 bilhões. Os imunizantes, porém, só devem começar a chegar em setembro.

Além disso, o ministério vai, finalmente, lançar uma campanha de conscientização sobre o uso de máscaras, medidas de prevenção contra a Covid-19 e vacinação, usando simpático personagem Zé Gotinha. Difícil vai ser o ministério convencer Bolsonaro a usar máscaras, não se aglomerar e tomar a vacina.

 

O Ministério Público do Rio anunciou ontem a criação de uma força-tarefa para investigar a operação na favela do Jacarezinho que terminou com 28 mortos na última quinta-feira. Os procuradores, porém, evitaram falar sobre as denúncias de execuções sumárias. Já o secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski, defendeu a volta de uma política de ocupação no estilo da UPPs e disse que só uma “investigação independente” poderá confirmar “se houve excessos”. (Globo)

E uma pesquisa mostra que as incursões no Jacarezinho são as mais letais da polícia carioca. De 2007 a março deste ano foram 186 mortos em 290 operações na favela. (Globo)

Meio em vídeo. Para entender a crise de segurança pública que o Rio vem enfrentado, o ‘Conversas com o Meio’ recebeu o ex-ministro Raul Jungmann, que esteve à frente das pastas da Defesa e da Segurança Pública na presidência de Michel Temer (MDB) e entende as várias facetas da violência com um olhar de quem já esteve no alto escalão do governo. O ex-ministro falou sobre a aliança entre milícias, política e o crime organizado; a morte da vereadora Marielle Franco; os caminhos para vencer a violência que assola o país. A boa notícia? Há soluções. O problema é reversível. Confira no YouTube.

Agentes da Polícia Federal foram atacados por garimpeiros ontem no território Yanomami em Roraima. Os policiais estavam investigando um ataque à comunidade yanomami Palimiú na segunda-feira quando um grupo passou de barco e abriu fogo, iniciando uma troca de tiros, da qual não houve feridos. A PF e militares do Exército estão desde ontem na região para investigar o conflito. Na segunda-feira, garimpeiros que invadiram a reserva passaram de barco e dispararam contra os índios, que reagiram com tiros e flechas. Segundo eles, três dos agressores morreram e cinco ficaram feridos. Líderes indígenas temem que os garimpeiros, que estariam fortemente armados, tentem novos ataques por vingança.

CULTURA

Ontem fez 40 anos que um câncer generalizado matou um dos nomes mais influentes da música internacional nas últimas décadas do século 20, Bob Marley, então com 36 anos. Não, ele não inventou o reggae, mas coube a sua banda, The Wailers, apresentar o gênero jamaicano ao mundo e influenciar artistas já consagrados, como Eric Clapton e Gilberto Gil. Quatro décadas se passaram, mas clássicos como No Woman, No Cry (YouTube) e Is This Love (YouTube) ainda encantam e influenciam.

E aqui no Brasil o aniversário de morte de Marley é o Dia Nacional do Reggae. Confirma uma lista de faixas obrigatórias do estilo.

A capital mundial da moda já se prepara para a vida pós-pandemia. Foi anunciado ontem que a Semana de Alta-Costura de Paris vai acontecer presencialmente entre os dias 5 e 8 de julho, após o governo francês relaxar as regras de isolamento social. Quer dizer modelos estarão ao vivo nas passarelas, mas a presença de convidados ainda dependerá das condições da pandemia. Os últimos eventos abertos de moda na capital francesa aconteceram em setembro de 2020.

COTIDIANO DIGITAL

A Amazon lançou nesta terça-feira um serviço de compras no exterior para brasileiros. A seção, chamada de “Compras Internacionais”, traz uma série de produtos de outros países com prazo de entrega reduzido. Assinantes da Amazon têm frete gratuito em produtos selecionados. Qualquer pessoa pode pagar a compra por boleto ou em dez parcelas no cartão de crédito.

Acesso apenas por meio de notificações e lembrete para aceitar as novas diretrizes. Esses são algumas mudanças no WhatsApp de quem não concordar com a atualização das regras do aplicativo. A empresa afirma, porém, que não irá excluir a conta de quem não aceitar.

 

fonte Canal Meio, Abraji e Blog do Bosco

BRASILEIROS PERDIDOS PARA A COVID CHEGAM A UM QUARTO DE MILHÃO

Já estava previsto, mas não é menos aterrorizante. O Brasil atingiu nesta quarta-feira a marca de 250 mil mortos pela Covid-19, mantendo-se atrás apenas dos EUA em número de vítimas fatais, embora seja o terceiro em casos — a Índia é o segundo. Ontem foram registradas 1.433 mortes, totalizando 250.079 vítimas. A doença está retrocedendo em vários países, informa Jamil Chade com dados da OMS, mas aqui ocorre o contrário. A taxa de transmissão no Brasil, apurada pelo Imperial College de Londres, voltou a subir e está em 1,05 – significa que 100 infectados transmitem o vírus para 105 novos portadores. Acima de 1, a taxa indica que a doença está fora de controle. Isso é o Brasil. (UOL)

Miguel Nicolelis, cientista: “Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo.” (Twitter)

Embora seja comandado por um general apresentado como especialista em logística, o Ministério da Saúde se enrolou com a Região Norte. Mandou para o Amazonas as duas mil doses de vacinas destinadas ao Amapá, que recebeu as 78 mil doses do Amazonas. A pasta diz que a situação será corrigida. E a crise amazonense só faz crescer. Nos 54 dias de 2021, a Covid-19 matou 5.228 pessoas no estado, mais que os 5.285 mortos registrados entre março e dezembro do ano passado. (G1)

A calamidade causada pela doença vai de um extremo ao outro do país. Depois do Amazonas, o Rio Grande do Sul vê sua rede pública à beira do colapso, com 96% dos leitos de UTI ocupados em Porto Alegre. A média móvel de mortes também registrou um aumento de 53% em relação há duas semanas, indicativo de alta nos óbitos. Pior, segundo especialistas, o número ainda não reflete as aglomerações clandestinas no carnaval. (Globo)

Em São Paulo, o governo determinou um “toque de restrição” a partir de amanhã, entre 23h e 5h para conter aglomerações. Em entrevista coletiva, o próprio governador João Doria (PSDB) teve dificuldade em explicar como o sistema funciona. (Folha)

O Senado aprovou projeto de lei permitindo que o governo assuma os riscos decorrentes da aplicação de vacinas, o principal entrave à compra de imunizantes da Janssen e da Pfizer (que já tem registro definitivo da Anvisa). O texto prevê ainda que a iniciativa privada compre vacinas, mas algumas várias condições: enquanto houver vacinação de grupos prioritários, 100% do que empresas importarem deverá ser doado ao SUS; depois, esse percentual cai para 50%, e o restante terá de ser aplicado gratuitamente, por exemplo, na imunização de funcionários. O projeto deve ser votado ainda esta semana na Câmara. (Globo)

Só que… O presidente Jair Bolsonaro, crítico dos termos exigidos pela Pfizer, acenou com a possibilidade de vetar o projeto aprovado pelo Senado. (UOL)

O Ministério da Saúde recebeu na terça-feira 3,2 milhões de novas doses de vacinas – dois milhões da Oxford AstraZeneca e 1,2 milhão de doses da CoronaVac. Elas devem começar a ser distribuídas ainda hoje. (G1)

TECH NO PRÓXIMO NÍVEL

Depois de anos em desenvolvimento, a pandemia não só acelerou, mas trouxe de vez a automação nas fábricas, nos armazéns e nas áreas administrativas. Até o fim do ano, a base instalada de robôs de fábricas em todo o mundo superará 3,2 milhões de unidades, o dobro do patamar de 2015. Segundo as previsões, o mercado global de robótica industrial crescerá de US$ 45 bilhões em 2020, para US$ 73 bilhões em 2025. Não é à toa que a General Motors lançou este ano uma nova divisão de logística de vans para entrega de mercadoria e paletes elétricos autônomos para serem usados em armazéns. Hoje, os avanços na tecnologia e modelos de negócios permitem que não só as grandes, mas também as menores empresas desfrutem dos benefícios da automação. (Folha)

Pois é… O Brasil lidera o parque de robôs industriais da América do Sul. Tem mais de 15,3 mil robôs em operação. Na América Latina, só perde para o México, que está perto do mercado americano. A robotização brasileira está longe da adotada nos países desenvolvidos. Enquanto tem de 12 a 13 robôs a cada 10 mil trabalhadores, os EUA têm 1,3 mil, China 938, Japão 1,2 mil e Coreia 2,7 mil. (Valor)

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