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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2021, 09h:47

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Blog do BOSCO

Prática, concisa é a resenha diária de Bosco Martins. Em poucos minutos você já sai de casa sabendo o que há de importante.

O QUE ESTA POR TRÁS DO “GRANDE ACORDO NACIONAL”

10 de setembro de 2021

Os dias  seguintes após o fatídico 7 de setembro cantado em verso e prosa como o dia final, resultou no dia 8 de setembro numa greve furada de caminhoneiros. No dia 9 de setembro o dia do “fico”   bolsonarista  se transformou em uma  carta à nação brasileira,  com o presidente Bolsonaro mudando  o tom e “pedindo  desculpas.” Apesar da  pretensa “modéstia”  do texto está  por  trás dele  mais coisas do que se ” imagina a nossa vã filosofia.” A nota de recuo de Jair Bolsonaro, articulada por Michel Temer, deve ajudar a restabelecer um acordo    que vinha sendo costurado há três semanas com Ciro Nogueira, Gilmar Mendes, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco.    Ele consiste na rejeição da ação que pede no Supremo a derrubada dos decretos das armas, uma nova regulamentação em torno da reserva Raposa Serra do Sol e a transferência do inquérito das fake news para Augusto Aras — evitando que ele avance sobre Jair Bolsonaro e seus filhos”, segundo escreve o jornalista Claudio Dantas, do site  Antagonista. “Temer também teria apoio para se candidatar a deputado federal em 2022 e presidir a Câmara após o biênio de Lira. Ninguém tem claro se esse acordo será cumprido na íntegra, considerando as questões complexas envolvidas e o próprio comportamento imprevisível de Bolsonaro”, prossegue o jornalista. “Para acalmá-la, será preciso evitar novas medidas cautelares por parte de Moraes (também imprevisível) e incutir — à base de muita fake news — a ideia de que o presidente da República tem um plano mirabolante para implodir o sistema e libertar seu povo”, finaliza. Será??

SOB TUTELA DE TEMER, BOLSONARO RECUA

Pressionado pela reação dura do STF a seus discursos golpistas em 7 de setembro e vendo sair do controle os bloqueios de estradas feitos por caminhoneiros apoiadores do governo, o presidente Jair Bolsonaro pediu socorro a seu antecessor. Michel Temer foi levado para Brasília num avião da FAB e, nas próprias palavras, já chegou com uma nota à qual Bolsonaro fez “uma pequena observação”. Com a marca de Temer da primeira à última linha, na “Declaração à Nação” Bolsonaro diz que nunca teve “intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, e que suas “palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”.

BOMBA

O aparente recuo de Bolsonaro, agravado pelo telefonema a Moraes, caiu como uma bomba sobre a base conservadora, especialmente sobre os ditos influenciadores, como conta o Radar. Allan dos Santos, alvo de inquérito no STF, disse que não votou em Temer, enquanto Rodrigo Constantino usou a expressão “game over” (fim de jogo). Para Leandro Ruschel, a impressão era que Bolsonaro estava abrindo mão da reeleição. Aliados de Bolsonaro, porém, acham que a revolta vai refluir, como aconteceu na demissão de Sérgio Moro.

Nos grupos de Telegram, reduto da militância digital bolsonaristas, o clima era de desolação e revolta.

Entre os políticos, as reações foram do apaziguamento à ironia. Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, disse que a carta de Bolsonaro “vai ao encontro do que a maioria dos brasileiros espera”, enquanto o governador paulista João Doria (PSDB) alfinetou: “O leão virou um rato! Grande dia!”. (G1)

Mas as redes sociais não perdoaram. A hashtag #bolsonaroarregou foi uma das mais compartilhadas no Twitter, e, como era de se esperar, os memes vieram às falanges.

 

Novo Código Eleitoral é aprovado

Por 378 votos a 80, a Câmara aprovou o texto base no novo Código Eleitoral, deixando para hoje a apreciação de 13 destaques. Entre as mudanças estão o veto à divulgação de pesquisas na véspera da eleição e a redução do poder da Justiça Eleitoral. Ficou de fora a proposta de quarentena para que juízes, militares e policiais possam se candidatar. Patrono do novo código, Arthur Lira tem pressa. Para que entre em vigor já na eleição do ano que vem, a legislação precisa ser aprovada no Senado e sancionada pelo presidente até 1º de outubro.

NOVOS ATOS

O ex-ministro e presidenciável Ciro Gomes (PDT) anunciou a participação nos atos contra Bolsonaro convocados para domingo pelo MBL, assim como PSB e PCdoB, embora ressaltem suas diferenças ideológicas com os organizadores. PT e PSOL já avisaram que não vão. (Globo)

Na mesma linha, revela o Painel, a CUT resiste à insistência das demais centrais, que apelaram até para o exemplo de união das Diretas Já. Ligada historicamente ao PT, a central quer guardar forças para atos próprios em outubro e novembro

Bem… Após despencar quase 4% na quarta, o Ibovespa fechou com forte alta depois de o presidente Jair Bolsonaro divulgar uma ‘Declaração à Nação’ nesta quinta. Mas o dia foi de reviravolta para o índice da Bolsa de Valores brasileira (B3). Na mínima da sessão, o Ibovespa passou por uma queda de 0,86%, e, após a nota de Bolsonaro, o índice fechou o dia em +1,72%, aos 115.360,86. Com a declaração, o dólar intensificou as perdas depois da maior alta em mais de um ano. A moeda americana recuou 1,86%, terminando o dia cotado em R$ 5,22.

ECONOMIA

O IBGE divulgou o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o mês de agosto. A inflação oficial ficou em 0,87%, levemente abaixo dos 0,96% registrados em julho. Foi a maior taxa para um mês de agosto desde 2000. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 9,68%, a mais alta desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%. E desde março, o indicador acumulado em 12 meses tem ficado acima do teto da meta estabelecida pelo governo para este ano, que é de 5,25%. Aqui o resultado para cada tipo de item. (G1)

Pois bem. Se você vai ao supermercado e consegue notar a diferença de preço entre os itens que ficaram mais caros ou mais baratos, vai entender como funciona a inflação. O exemplo é simples, mas funciona mais ou menos como o IBGE calcula o IPCA. A diferença é que o instituto pesquisa milhões de itens que são vendidos em dezenas de milhares de estabelecimentos. Mas além de medir a variação de preços de produtos que compõem a cesta de consumo dos brasileiros, o IPCA serve para orientar as autoridades sobre quais políticas e medidas econômicas adotar. Daí o rebuliço no mercado e na economia com a inflação e o recente aumento de preços de itens básicos. Entenda o que é e como é calculado o principal índice de inflação do país.

A gasolina mais cara, por exemplo, já afeta os motoristas que dependem da renda gerada com o trabalho em aplicativos de transporte. Desde o início de 2020, 25% dos motoristas deixaram de trabalhar para plataformas como Uber e 99 no país.

E a crise atual no prato do brasileiro é causada pelo aumento do custo médio da cesta básica de alimentos no Brasil, que subiu em 13 das 17 capitais do país. (CNN Brasil)

Rodrigo Zeidan, da Fundação Dom Cabral: “O Brasil está em estagflação, fenômeno raro que combina fraqueza econômica e preços em alta. (…) Mas o que causa o enfraquecimento da economia brasileira com preços subindo cada vez mais? A pior gestão econômica desde que o país conseguiu sair da hiperinflação. (…) Só sairemos do caos e do risco de a estagflação se aprofundar quando este governo acabar. Até lá, só nos resta tentar sobreviver, ao vírus e à incompetência do governo.”

 

fonte canal meio e blog do bosco

BRASILEIROS PERDIDOS PARA A COVID CHEGAM A UM QUARTO DE MILHÃO

Já estava previsto, mas não é menos aterrorizante. O Brasil atingiu nesta quarta-feira a marca de 250 mil mortos pela Covid-19, mantendo-se atrás apenas dos EUA em número de vítimas fatais, embora seja o terceiro em casos — a Índia é o segundo. Ontem foram registradas 1.433 mortes, totalizando 250.079 vítimas. A doença está retrocedendo em vários países, informa Jamil Chade com dados da OMS, mas aqui ocorre o contrário. A taxa de transmissão no Brasil, apurada pelo Imperial College de Londres, voltou a subir e está em 1,05 – significa que 100 infectados transmitem o vírus para 105 novos portadores. Acima de 1, a taxa indica que a doença está fora de controle. Isso é o Brasil. (UOL)

Miguel Nicolelis, cientista: “Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo.” (Twitter)

Embora seja comandado por um general apresentado como especialista em logística, o Ministério da Saúde se enrolou com a Região Norte. Mandou para o Amazonas as duas mil doses de vacinas destinadas ao Amapá, que recebeu as 78 mil doses do Amazonas. A pasta diz que a situação será corrigida. E a crise amazonense só faz crescer. Nos 54 dias de 2021, a Covid-19 matou 5.228 pessoas no estado, mais que os 5.285 mortos registrados entre março e dezembro do ano passado. (G1)

A calamidade causada pela doença vai de um extremo ao outro do país. Depois do Amazonas, o Rio Grande do Sul vê sua rede pública à beira do colapso, com 96% dos leitos de UTI ocupados em Porto Alegre. A média móvel de mortes também registrou um aumento de 53% em relação há duas semanas, indicativo de alta nos óbitos. Pior, segundo especialistas, o número ainda não reflete as aglomerações clandestinas no carnaval. (Globo)

Em São Paulo, o governo determinou um “toque de restrição” a partir de amanhã, entre 23h e 5h para conter aglomerações. Em entrevista coletiva, o próprio governador João Doria (PSDB) teve dificuldade em explicar como o sistema funciona. (Folha)

O Senado aprovou projeto de lei permitindo que o governo assuma os riscos decorrentes da aplicação de vacinas, o principal entrave à compra de imunizantes da Janssen e da Pfizer (que já tem registro definitivo da Anvisa). O texto prevê ainda que a iniciativa privada compre vacinas, mas algumas várias condições: enquanto houver vacinação de grupos prioritários, 100% do que empresas importarem deverá ser doado ao SUS; depois, esse percentual cai para 50%, e o restante terá de ser aplicado gratuitamente, por exemplo, na imunização de funcionários. O projeto deve ser votado ainda esta semana na Câmara. (Globo)

Só que… O presidente Jair Bolsonaro, crítico dos termos exigidos pela Pfizer, acenou com a possibilidade de vetar o projeto aprovado pelo Senado. (UOL)

O Ministério da Saúde recebeu na terça-feira 3,2 milhões de novas doses de vacinas – dois milhões da Oxford AstraZeneca e 1,2 milhão de doses da CoronaVac. Elas devem começar a ser distribuídas ainda hoje. (G1)

TECH NO PRÓXIMO NÍVEL

Depois de anos em desenvolvimento, a pandemia não só acelerou, mas trouxe de vez a automação nas fábricas, nos armazéns e nas áreas administrativas. Até o fim do ano, a base instalada de robôs de fábricas em todo o mundo superará 3,2 milhões de unidades, o dobro do patamar de 2015. Segundo as previsões, o mercado global de robótica industrial crescerá de US$ 45 bilhões em 2020, para US$ 73 bilhões em 2025. Não é à toa que a General Motors lançou este ano uma nova divisão de logística de vans para entrega de mercadoria e paletes elétricos autônomos para serem usados em armazéns. Hoje, os avanços na tecnologia e modelos de negócios permitem que não só as grandes, mas também as menores empresas desfrutem dos benefícios da automação. (Folha)

Pois é… O Brasil lidera o parque de robôs industriais da América do Sul. Tem mais de 15,3 mil robôs em operação. Na América Latina, só perde para o México, que está perto do mercado americano. A robotização brasileira está longe da adotada nos países desenvolvidos. Enquanto tem de 12 a 13 robôs a cada 10 mil trabalhadores, os EUA têm 1,3 mil, China 938, Japão 1,2 mil e Coreia 2,7 mil. (Valor)

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