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Blog do BOSCO

Prática, concisa é a resenha diária de Bosco Martins.
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PELO FIM DA MAMATA DOS REFRIGERANTES

Refresco no bolso dos outros

Campanha Mamata dos Refrigerantes lança petição contra benefícios fiscais à indústria de bebidas açucarada

Quem você acha que merece ser beneficiado pelo dinheiro público? Todo brasileiro, até quem não bebe refrigerante, arca com os custos dos incentivos fiscais que o governo concede à indústria de bebidas adoçadas. A campanha Mamata dos Refrigerantes propõe que você ajude a dar um basta nesse absurdo assinando uma petição para pressionar deputados e senadores a acabar com essa história no projeto de reforma tributária que está sendo discutido em Brasília.

Em 2016, a Receita Federal criou uma Equipe Especial que passou a acompanhar o impacto, uso e contrapartida dos subsídios do setor de refrigerantes e outras bebidas açucaradas. O grupo apurou que, anualmente, 3,8 bilhões (1) de reais deixavam de ser recolhidos para favorecer a indústria de refrigerantes.

Até hoje, sucessivas legislações garantem algum nível de benefício para a tributação do xarope, que é uma das matérias-primas utilizadas na fabricação de refrigerantes e outras bebidas açucaradas (2). Mas 74% dos brasileiros são contra esses incentivos (3). Agora, temos a oportunidade de discutir não apenas quanto o país deve pagar para incentivar a fabricação de refrigerantes. Mas, também, se esse é um produto que merece ser bancado pelo dinheiro público.

A reforma tributária abriu o debate sobre a possibilidade de uma tributação específica e o fim dos incentivos fiscais para produtos que fazem mal à saúde. Vale lembrar que refrigerantes e outras bebidas adoçadas impactam os gastos da saúde pública, já que o Sistema Único de Saúde é um dos responsáveis pelo tratamento de doenças relacionadas – como obesidade, diabetes e doenças do coração.

https://noticias.uol.com.br/especiais/conteudo-de-marca/act-mamata-dos-refrigerantes-.htm?utm_source=uol&utm_medium=conteudodemarca#page3

A campanha Mamata dos Refrigerantes , promovida por organizações em defesa da saúde pública, propõe que refrigerantes e bebidas açucaradas entrem nessa lista e percam os benefícios fiscais. Com esse objetivo foi lançada uma petição recolhendo assinaturas pedindo que os parlamentares garantam que a reforma tributária acabe com os subsídios.

“Estes produtos causam danos à saúde da população e sobrecarregam o Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz o comunicado da campanha. A ACT Promoção da Saúde, que coordena a iniciativa, lembra que o brasileiro consome 50% mais açúcar do que o recomendado pela OMS. Estudos da própria OMS (4) destacam o consumo excessivo de açúcar como uma das principais causas da obesidade e de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs): diabetes, distúrbios cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Um estudo internacional realizado pelo IECS (5) estimou que o SUS gasta anualmente 3 bilhões de reais no cuidado e atendimento a pacientes com doenças associadas ao consumo de bebidas açucaradas. De acordo com o mesmo estudo, 13 mil brasileiros e brasileiras morrem todos os anos devido ao consumo desses produtos.

No Brasil, órgãos como o Conselho Nacional de Saúde (6) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) recomendam a tributação sobre bebidas açucaradas como uma maneira custo-efetiva de promoção da saúde pública, medida também apoiada por mais de 14 associações médicas de âmbito nacional, em um posicionamento conjunto divulgado recentemente (8). Essa é uma medida recomendada pela OMS (9) e adotada, de maneiras diversas, por mais de 40 países como Inglaterra, França, Noruega, Finlândia, Portugal, México e Chile.

Você pode conhecer melhor a campanha e assinar a petição aqui.

 

FONTE  Este conteúdo é uma produção do UOL Content_Lab para ACT Promoção da Saúde e Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável  E BLOG DO BOSCO

 

BRASILEIROS PERDIDOS PARA A COVID CHEGAM A UM QUARTO DE MILHÃO

Já estava previsto, mas não é menos aterrorizante. O Brasil atingiu nesta quarta-feira a marca de 250 mil mortos pela Covid-19, mantendo-se atrás apenas dos EUA em número de vítimas fatais, embora seja o terceiro em casos — a Índia é o segundo. Ontem foram registradas 1.433 mortes, totalizando 250.079 vítimas. A doença está retrocedendo em vários países, informa Jamil Chade com dados da OMS, mas aqui ocorre o contrário. A taxa de transmissão no Brasil, apurada pelo Imperial College de Londres, voltou a subir e está em 1,05 – significa que 100 infectados transmitem o vírus para 105 novos portadores. Acima de 1, a taxa indica que a doença está fora de controle. Isso é o Brasil. (UOL)

Miguel Nicolelis, cientista: “Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo.” (Twitter)

Embora seja comandado por um general apresentado como especialista em logística, o Ministério da Saúde se enrolou com a Região Norte. Mandou para o Amazonas as duas mil doses de vacinas destinadas ao Amapá, que recebeu as 78 mil doses do Amazonas. A pasta diz que a situação será corrigida. E a crise amazonense só faz crescer. Nos 54 dias de 2021, a Covid-19 matou 5.228 pessoas no estado, mais que os 5.285 mortos registrados entre março e dezembro do ano passado. (G1)

A calamidade causada pela doença vai de um extremo ao outro do país. Depois do Amazonas, o Rio Grande do Sul vê sua rede pública à beira do colapso, com 96% dos leitos de UTI ocupados em Porto Alegre. A média móvel de mortes também registrou um aumento de 53% em relação há duas semanas, indicativo de alta nos óbitos. Pior, segundo especialistas, o número ainda não reflete as aglomerações clandestinas no carnaval. (Globo)

Em São Paulo, o governo determinou um “toque de restrição” a partir de amanhã, entre 23h e 5h para conter aglomerações. Em entrevista coletiva, o próprio governador João Doria (PSDB) teve dificuldade em explicar como o sistema funciona. (Folha)

O Senado aprovou projeto de lei permitindo que o governo assuma os riscos decorrentes da aplicação de vacinas, o principal entrave à compra de imunizantes da Janssen e da Pfizer (que já tem registro definitivo da Anvisa). O texto prevê ainda que a iniciativa privada compre vacinas, mas algumas várias condições: enquanto houver vacinação de grupos prioritários, 100% do que empresas importarem deverá ser doado ao SUS; depois, esse percentual cai para 50%, e o restante terá de ser aplicado gratuitamente, por exemplo, na imunização de funcionários. O projeto deve ser votado ainda esta semana na Câmara. (Globo)

Só que… O presidente Jair Bolsonaro, crítico dos termos exigidos pela Pfizer, acenou com a possibilidade de vetar o projeto aprovado pelo Senado. (UOL)

O Ministério da Saúde recebeu na terça-feira 3,2 milhões de novas doses de vacinas – dois milhões da Oxford AstraZeneca e 1,2 milhão de doses da CoronaVac. Elas devem começar a ser distribuídas ainda hoje. (G1)

TECH NO PRÓXIMO NÍVEL

Depois de anos em desenvolvimento, a pandemia não só acelerou, mas trouxe de vez a automação nas fábricas, nos armazéns e nas áreas administrativas. Até o fim do ano, a base instalada de robôs de fábricas em todo o mundo superará 3,2 milhões de unidades, o dobro do patamar de 2015. Segundo as previsões, o mercado global de robótica industrial crescerá de US$ 45 bilhões em 2020, para US$ 73 bilhões em 2025. Não é à toa que a General Motors lançou este ano uma nova divisão de logística de vans para entrega de mercadoria e paletes elétricos autônomos para serem usados em armazéns. Hoje, os avanços na tecnologia e modelos de negócios permitem que não só as grandes, mas também as menores empresas desfrutem dos benefícios da automação. (Folha)

Pois é… O Brasil lidera o parque de robôs industriais da América do Sul. Tem mais de 15,3 mil robôs em operação. Na América Latina, só perde para o México, que está perto do mercado americano. A robotização brasileira está longe da adotada nos países desenvolvidos. Enquanto tem de 12 a 13 robôs a cada 10 mil trabalhadores, os EUA têm 1,3 mil, China 938, Japão 1,2 mil e Coreia 2,7 mil. (Valor)

 

Fonte: Canal Mei

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