Juliette é artista? Especialistas analisam polêmica envolvendo ex-BBB

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Juliette foi criticada por Samantha Schmütz
Rafael Strabelli/Espaço Unimed

Juliette foi criticada por Samantha Schmütz

A atriz Samantha Schmütz e Juliette Freire se envolveram em uma polêmica que abriu uma discussão nas redes sociais nesta semana: será que a campeã do “BBB 21” pode ser considerada artista? Para Samantha, a ex-participante de reality não traz arte, apesar de cantar e já ter um álbum na carreira musical. 


Nas redes sociais, outros ex-BBBs e artistas defenderam a cantora. Alice Weegmann pediu respeito para Juliette. “Não é porque alguém não gosta da arte da pessoa que isso faz ela não ser artista. Juliette é artista sim. Pode ter se descoberto artista há pouco, mas é”, disse. 

“O Brasil respira arte… O Nordeste respira arte. Ser ex-BBB não pode ser parâmetro para desmerecer a jornada anterior e posterior dos participantes do programa. Se inventar e se reinventar é pura arte”, escreveu Lumena, colega de confinamento no “BBB 21”. 





Para entender se Juliette é ou não artista, o iG Gente conversou com Fernando Prado, produtor da gravadora Midas Music, Bonne, presidente da Quebra Coco Records, Reiner Tenente, fundador Centro Estudos e Formação em Teatro Musical, e o professor da FESPSP de Cultura Popular, Paulo Niccoli sobre a polêmica.

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Para Reiner, um artista é todo aquele que “tenha o desejo genuíno de afetar os outros e tenha disponibilidade para se investigar como artista”. “Seja um ator, cantor, o que for, ele pode se tornar um artista, porque ele junta um conhecimento técnico com o principal, o desejo de tocar o outro”, afirma. 

Ele também dá um exemplo de quem não considera artista. “Não acredito que pessoas que querem só ser famosas, só aparecer, e não tenham compromisso com o ato de afetar o outro, possam ser consideradas artistas”, comenta.

O que não é o caso de Juliette, segundo o fundador Centro Estudos e Formação em Teatro Musical. “Ela tem experiência, é uma mulher inteligente, ela tem desejo de tocar e afetar o outro. E por acaso, ou não, ela estava em um reality show e ampliou a possibilidade dela de afetar as pessoas, porque todo mundo conhece ela. Então ela pôde utilizar destes veículos para afetar mais pessoas através do canto. Dizer que ‘fulano’ não pode fazer isso é apenas um preconceito”, afirma.

Segundo Fernando, da Midas Music, a arte e o entretenimento no Brasil se confundem. “Um artista pode fazer malabares na rua, como pode cantar em um estádio lotado ou apresentar programas de televisão. O problema é quando o ‘artista’ não domina a profissão com maestria e confunde as pessoas com a forma de entreter um público qualquer”, comenta.

Para o produtor musical, “artista de verdade não faz pela fama, dinheiro ou oportunidade, faz porque ama, porque sofre de uma doença sem fim chamada perfeccionismo”. Então, Fernando entende que Juliette é uma potência do entretenimento, mas não uma artista.


“Ela é um fenômeno do entretenimento brasileiro e com certeza nunca será esquecida. O problema é que não adianta contratar um produtor, divulgadores e usar um exército na internet. Cantar com o coração não se corrige no computador. As pessoas querem se emocionar, e se você ainda não está pronto, vai sofrer criticas”, pontua.

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O produtor, que já trabalhou com Manu Gavassi antes da participação no “Big Brother Brasil”, afirma que um reality show não pode ser um “criador de cantores”. “Sabe aquele anúncio barato de início da carreira, ‘aprenda a cantar em três meses’? Como alguém se considera cantor passando três meses em um pondera.

Já para Bonne, presidente da Quebra Coco Records, a ex-BBB é uma artista “com certeza”. “Se ela vem se dedicando a isso com verdade, metendo a cara e expressando sua arte, ela é uma legítima artista”, comenta. “O fato dela ter participado de um reality show e ter começado tarde a carreira como cantora, não inviabiliza ela como artista”, completa. 

Além de Juliette, outras ex-participantes do “Big Brother Brasil”, como Grazi Massafera, que virou atriz, e Jade Picon, que fez testes para a próxima novela das 21h da Globo, também foram questionadas na vida artística. No caso de Grazi e de Juliette, Bonne celebra o sucesso das duas.

“É ótimo isso ter acontecido, pois elas são exemplos bem-sucedidos de que todo ser humano tem uma veia artística dentro de si. Basta ir fundo buscar o artista que vive dentro de você, se assim decidir ser”, comenta. 

Paulo Niccoli comenta que a polêmica entre Samantha Schmütz e Juliette é “um pouco vazia”. “O ‘BBB’ é uma oportunidade para os participantes, muitos se destacam, indo para a carreira artística, estudam, ganham consciência da importância para a sociedade. Mas outros tantos aproveitam a fama e tendem a desaparecer do mercado logo”, afirma. 

“Não me parece correto essa distinção entre artistas e ex-BBBs, visto que os próprios participantes podem se transformar em artistas e uma influência importante sobre a sociedade”, finaliza. 

Fonte: IG GENTE

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