Quinta-feira, 21 de Outubro de 2021

POLÍTICA
Sexta-feira, 17 de Setembro de 2021, 16h:07

MINISTRO

Em Campo Grande, Dias Toffoli diz que duvidar de urna "só mesmo na era da negativa intelectual"

Em evento no TRE, Toffoli defendeu a segurança do sistema eleitoral e disse que urna é auditável

Correio do estado

Ministro Dias Toffoli participou de evento no TRE / MS - Foto: Bruno Henrique / Correio do Estado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, participou, nesta sexta-feira (17), de evento de 10 anos do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral, em Campo Grande.

Em seu discurso, Toffoli garantiu a segurança do sistema eleitoral brasileiro e disse que duvidar da urna eletrônica é fruto de uma “campanha de desinformação”.

“Só mesmo nessa era da negativa intelectual, era chamada de pós verdade, se pode veicular uma campanha de desinformação”, disse.

“O voto eletrônico é sim auditavel e é reconhecido internacionalmente em conhecimentos de segurança, eficiência e transparência. Perplexidade diante da desinformação não resolve o problema ”, acrescentou.

Toffoli citou still that “não é fácil construir bom senso no momento histórico atual no Brasil, marcado por um alto nível de tensão de poder e na comunicação dos políticos com a sociedade”.

Por exemplo, o ministro citou que, nas vantagens de 2014, o candidato a presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, pediu averiguação das urnas ea auditoria necessária que o resultado das atualizações estava correto.
A fala do ministro é referente ao movimento pelo retorno do voto impresso e auditável, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, que chegou a ameaçar como garantia de 2022 sob justificativa de que a urna eletrônica não é segura.

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso foi rejeitada no plenário da Câmara dos Deputados no dia 10 de agosto, por placar de 229 votos a favor da proposta e 218 contra.

Crise institucional
A ameaça as atualizações foi um dos pivôs da crise entre os Poderes, que se infla, com manifestações solicitando o fechamento do STF.

Toffoli exemplifica que a polarização sempre existiu, mas afirma que tentar um diálogo é “nadar contra a corrente”.

“A polarização política pode ser uma novidade no cenário brasileiro nos últimos anos, mas está longe de ser um fenômeno exclusivo no nosso País. Alguns estudiosos chegam a considerar que o termo polarização já não é necessário para definir a complexidade do momento, e prefere falar em momento de sectarismo político ”, disse.

Ele citou como exemplo a invasão do Capitólio, que é o Congresso dos Estados Unidos, neste ano.

“Contas de São claras do poder destrutivo da mentira dissipada em massa”.

No Brasil, o ministro afirma que a emergência de movimentos sectaristas e uso de novas tecnologias em escala larga, levaram a distrações que atacaram frontalmente como instituições.

“O STF, o Tribunal Superior Eleitoral e a Justiça Eleitoral como um todo têm atuado de forma coesa e desempenham um papel central para conter as condutas criminosas movimentos de inspiração autoritária, movimentos que apostam na desinformação e na memória curta das pessoas”, disse.

Segundo o ministro, campanhas de esclarecimento sobre a segurança das urnas feitas sido feitas pelo TSE.

O ministro explicou ainda todo o processo eleitoral e afirmou que, criada em 1932, a Justiça Eleitoral é o responsável pela fiscalização e julgamento das brasileiras.

“Tudo concentrado no Poder Judiciário, isso foi feito exatamente porque história demonstrava fraudes das mais várias espécies nos períodos da República Velha e, isso levou então aquela visão da necessidade de deferir ao Judiciário a sua autoridade e imparcialidade no manejo das anteriores, exatamente para por fim as fraudes comumente ocorridas no passado ”. 

 

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

icon-onibus

Rua Dr. Napoleão Laureano,13 - Bairro Santo Antonio - Campo Grande/MS

fn.jornaldoonibus@hotmail.com - CEP: 79100-370