Segunda-feira, 29 de Novembro de 2021

POLÍTICA
Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021, 16h:16

Controvérsias

Passaporte sanitário e controvérsias

Terça livre

Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Nessa segunda-feira (18), centenas de italianos protestaram em Trieste, onde fica um dos maiores portos da Europa. Os manifestantes foram às ruas contra o passaporte sanitário. No país europeu, trabalhadores não vacinados estão sendo impedidos de entrar em seus locais de trabalho sem um comprovante de vacinação ou um teste negativo de Covid-19. Durante os protestos, houve confronto com a polícia e prisões de manifestantes. Os trabalhadores portuários convocaram para sexta-feira (22) uma greve contra o passaporte

O brasileiro Daniel D’Andrea, que mora na Itália, registrou em seu canal no Youtube parte da manifestação. Segundo ele, essa segunda-feira foi o terceiro dia seguido de protesto, que em vez de arrefecer tem aumentado a cada dia. Na sexta-feira (15), o brasileiro postou um vídeo afirmando que foi impedido de entrar em seu local de trabalho por não ter se vacinado. “Eu estou lutando pelo meu direito de escolha, de exercer a minha consciência livre, pelo direito de não querer fazer algo.”

No Brasil, embora o passaporte ainda não seja obrigatório, é defendido por políticos e colocado em prática por comerciantes, mesmo sem o respaldo da lei. É o caso do Distrito Federal, onde o governador Ibaneis Rocha disse que não implementará o passaporte sanitário, no entanto reportagem da Rádio CBN, destaca que donos de salões no Distrito Federal têm impedido o atendimento de clientes não vacinadas. Uma das proprietárias de salão afirma que por ser um ambiente fechado não há como fazer tomar medidas de distanciamento efetivo, pois o atendimento depende da proximidade. A mulher afirma que “na ausência do Estado” ela fez “o que achou correto”.

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) protocolou um projeto propondo a exigência de um passaporte sanitário no DF. Segundo ele, não há outra medida para intervir na propagação do vírus. No entanto, estudo realizado com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) revela que, embora a vacina previna casos graves, não impede que vacinados possam contrair, desenvolver e transmitir a doença. Uma outra pesquisa realizada por pesquisadores das universidades de Harvard, Yale e Columbia, também confirmou a transmissão do coronavírus por vacinados.

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