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Imasul e Corpo de Bombeiros reforçam prevenção a incêndios com manejo integrado do fogo no Pantanal

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O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) realizaram mais uma ação integrada de Manejo Integrado do Fogo (MIF) no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, com foco na prevenção de incêndios florestais de grandes proporções.

Ao todo, foram realizadas duas etapas de queima prescrita. Em uma delas, as equipes aproveitaram um incêndio que já ocorria na região para potencializar de forma controlada a queima de uma área previamente planejada para manejo. Somadas, as áreas manejadas ultrapassam mil hectares dentro do parque.

A estratégia tem como objetivo reduzir a biomassa acumulada dentro da unidade de conservação, diminuindo a quantidade de material combustível disponível durante o período crítico de estiagem.

Com pouco mais de 76 mil hectares, Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro já possui um Plano de Manejo Integrado do Fogo e vem sofrendo ações preventivas desde 2025. No ano passado, uma das operações realizadas atingiu cerca de mil hectares nas regiões norte e sul da unidade, promovendo a redução de biomassa e a criação de áreas de contenção para possíveis incêndios futuros.

A primeira ação de queima prescrita ocorreu início de 2026, quando o parque registrou um incêndio. Ele foi monitorado pelas equipes do Corpo de Bombeiros, que utilizaram o próprio avanço do fogo para eliminação controlada de material combustível acumulado na vegetação.

A operação contou com apoio da torre de observação instalada no parque e do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), responsável pelos sobrevoos de monitoramento durante toda a ocorrência.

Segundo Leonardo Tostes, Gerente de Unidade de Conservação (GUC) do Imasul, o trabalho foi conduzido de forma estratégica, respeitando as condições ambientais da região.

“O monitoramento permitiu que o fogo tivesse uma propagação controlada, sempre observando as condições climáticas e a disponibilidade de material combustível. As equipes atuaram diretamente para evitar que as chamas ultrapassassem os limites do parque. Em alguns pontos, o próprio ambiente auxiliou no controle, principalmente em áreas alagadas que funcionaram como barreiras naturais”, explicou.

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Entre os dias 11 e 15 de maio, uma nova ação de queima prescrita incluiu uma área da Fazenda Santa Maria, localizada na região leste do parque e vizinha à unidade de conservação. A operação ocorreu em aproximadamente 600 hectares, mediante autorização e prescrição do Imasul.

A fazenda está localizada em uma área considerada estratégica para prevenção de incêndios futuros, especialmente pela proximidade com regiões de grande acúmulo de material combustível durante o período seco.

De acordo com o Capitão Samuel Pedrozo Borges, da Diretoria de Proteção Ambiental do CBMMS, o planejamento foi desenvolvido a partir da análise do comportamento climático e da necessidade de ampliar as áreas de proteção dentro do parque.

“Após o incêndio registrado na região oeste, planejamos uma nova queima do centro para o oeste do parque, criando uma espécie de cinturão preventivo. O objetivo foi retirar o excesso de biomassa e diminuir o risco de propagação de incêndios de grandes proporções”, destacou.

Para garantir segurança na operação, as equipes aproveitaram uma janela meteorológica favorável provocada pela frente fria que atingiu Mato Grosso do Sul no início de maio. A redução das temperaturas, associada ao aumento da umidade e às chuvas registradas na região, contribuiu diretamente para o controle das chamas.

As ações foram executadas de forma integrada entre Imasul, Corpo de Bombeiros Militar e proprietários rurais da região. Além do apoio operacional do GOA, os produtores colaboraram com abertura de aceiros e implantação de linhas de defesa nas áreas adjacentes ao parque.

O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destacou que o manejo integrado do fogo tem sido uma ferramenta fundamental para a preservação do Pantanal e para redução dos impactos ambientais causados pelos incêndios extremos registrados nos últimos anos.

“O Pantanal é um bioma que naturalmente convive com o fogo, mas precisamos utilizar técnicas adequadas para reduzir os riscos e proteger áreas sensíveis. O manejo integrado permite que o fogo seja utilizado de forma controlada, planejada e segura, evitando incêndios de grandes proporções e protegendo a biodiversidade, os recursos hídricos e as comunidades locais”, afirmou.

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Segundo André Borges, as ações desenvolvidas no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro também demonstram a importância da integração entre órgãos públicos, equipes técnicas e produtores rurais.

“Essa atuação conjunta mostra que a prevenção é o caminho mais eficiente. O planejamento técnico, aliado ao monitoramento climático e ao apoio operacional das equipes em campo, tem permitido resultados positivos na proteção do Pantanal sul-mato-grossense”, completou.

A operação mobilizou cerca de dez bombeiros, sete servidores do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), dois pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e quatro colaboradores da Fazenda São Jorge, propriedade vizinha ao parque. Entre eles, dois atuaram como operadores de trator cedidos pela fazenda para apoio às atividades.

Os trabalhos ocorreram ao longo de cinco dias, sendo três destinados à aplicação do fogo controlado, um dia de preparação das áreas e outro para ações de rescaldo e monitoramento.

Manejo do fogo e prevenção de grandes incêndios

Segundo os responsáveis pela operação, a técnica permite que o fogo ocorra de forma controlada e com baixa intensidade, reduzindo impactos ambientais. Nas áreas manejadas, as chamas permanecem brandas, possibilitando que animais silvestres consigam fugir e evitando a destruição total da vegetação. As plantas atingidas passam apenas por uma limpeza superficial, diferentemente dos incêndios severos, que podem comprometer completamente a fauna e a flora.

Em 2026 essa preocupação aumenta diante da previsão de influência do fenômeno El Niño, que favorece períodos mais secos e temperaturas elevadas, criando condições propícias para incêndios de alta intensidade.

No Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, este ano as queimas prescritas foram realizadas em áreas que não passaram pelo manejo no ano anterior. Conforme o Plano de Manejo do Fogo do Parque, uma mesma área não deve ser submetida à queima em anos consecutivos, sendo recomendado um intervalo mínimo de dois anos entre as intervenções.

Comunicação Imasul e CBMMS
Fotos: Capitão Alexandre Araújo/CBMMS

Fonte: Governo MS

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