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MPMS abre III Simpósio de Prova Digital com foco na inovação tecnológica e no fortalecimento da persecução penal

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) promoveu, nesta quinta-feira (08), o primeiro dia do III Simpósio de Prova Digital. A iniciativa é organizada pela Escola Superior do Ministério Público (ESMP-MS) em conjunto com o Centro de Pesquisa, Análise, Difusão e Segurança da Informação (CI) e a Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos.

O encontro reúne membros e servidores da instituição, além de integrantes das forças de segurança pública e órgãos parceiros, com o objetivo de fortalecer a capacitação técnica, alinhar estratégias institucionais e debater os desafios contemporâneos da persecução penal na era tecnológica.

A mesa de abertura foi composta pelo Procurador-Geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior; pelo Promotor de Justiça e coordenador do CI, Thalys Franklyn de Souza; pela Promotora de Justiça e conselheira administrativa-consultiva da ESMP-MS, Claudia Loureiro Ocariz Almirão, representando o Diretor-Geral da Escola Superior, Promotor de Justiça George Zarour Cezar; e pelo Promotor de Justiça e Presidente da Associação Sul-Mato-Grossense dos Membros do Ministério Público (ASMMP), Fabrício Secafen Mingati.

Durante a solenidade, o Procurador-Geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior, ressaltou a relevância estratégica da temática para o enfrentamento qualificado da criminalidade e das organizações criminosas.

Na sequência, a Promotora de Justiça Claudia Loureiro Ocariz Almirão pontuou que o simpósio reflete o compromisso contínuo da ESMP-MS em capacitar membros e equipes técnicas para atender às crescentes demandas tecnológicas.

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O Presidente da Associação Sul-Mato-Grossense dos Membros do Ministério Público (ASMMP), Fabrício Secafen Mingati, ressaltou que o simpósio já se consolidou nacionalmente pela relevância prática dos debates e pelo alto nível técnico das discussões compartilhadas entre as carreiras jurídicas e policiais.

O Promotor de Justiça e coordenador do CI, Thalys Franklyn de Souza, destacou a trajetória de consolidação do evento em seu terceiro ano e enfatizou que o evento se tornou o eixo de maior sensibilidade e dinamismo na persecução penal, exigindo um espaço conjunto de diálogo, troca de experiências práticas e constante atualização diante das profundas transformações legislativas e jurisprudenciais.

A programação do primeiro dia, no período da manhã, abordou eixos como a Investigação Criminal na Era Tecnológica e Processo Penal, que foi ministrada pela Desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Ivana David; a Investigação na Deep e Dark Web, que foi conduzida por Francisco Jesús Rodriguez Montero, Head SWAT na Apura Cyber Intelligence e especialista em segurança cibernética; e Da Investigação à Denúncia – Agentes de IA no Apoio ao Promotor de Justiça, apresentada por Jonas Tomazi, Delegado de Polícia Civil da PCMG e especialista em investigação financeira e inteligência artificial.

Segundo Período

Durante a tarde, o simpósio teve início com a palestra “Investigação por Entidades”, ministrada pelos Promotores de Justiça Felipe Almeida Marques e Michel Maesano Mancuelho. A apresentação destacou como uma única informação pode ampliar os caminhos de uma investigação, partindo, por exemplo, de um simples número de telefone para alcançar dados relevantes à identificação do responsável por um delito ou golpe.

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A segunda palestra da tarde, “Investigação patrimonial e financeira através de fontes abertas”, foi apresentada pelo Analista de Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Welinton Rodrigues da Silva. O uso da Open Source Intelligence (Osint) foi o foco da apresentação, mostrando como ferramentas gratuitas podem facilitar a busca em investigações relacionadas a bens materiais e imóveis.

Encerrando o primeiro dia do simpósio, a palestra “Além da busca convencional: como agentes de IA transformam coletas de dados”, apresentada pelo Gerente de Produto da TechBiz Forense Digital, João Bernardo Aversa, mostrou como a ferramenta de inteligência artificial funciona na busca aprimorada de informações. De acordo com o uso dos equipamentos que compõem o agente de IA, um processo de perícia que antes demorava meses para ser finalizado, agora é analisado em semanas.

Texto: Leticia Ferreira e Isadora Leiria Mesquita
Foto: Decom / MPMS

Fonte: Ministério Publico MS

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