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Na antiga estação ferroviária, Feirona chega aos 18 anos como ponto turístico e gastronômico de Campo Grande

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Carinhosamente chamada de Feirona pelos moradores, a Feira Central é ponto de encontro de 345 comerciantes, que se dividem entre restaurantes, quiosques e lojas para atender os muitos clientes que passam por lá. São principalmente turistas, que transformaram o local em ponto de referência, de lazer e alimentação.

“Acho que a Feirona é um dos primeiros lugares visitados pelos turistas. Isso aqui fica repleto de visitantes do Brasil e do exterior. Quem vem ao Pantanal, passear ou pescar, não deixa de passar por aqui”, afirma Lisberto Taíra, feirante há mais de 30 anos.

Ele conta que a mudança da Feirona para a antiga estação ferroviária representou uma revolução a todos ali. Antes, a feira acontecia no meio da rua – Rua Abrão Julio Rahe -, debaixo de sol e de chuva, sem higiene, sem banheiro, sem um lugar adequado para lavar os produtos oferecidos aos clientes.

“Era uma feira que você tinha que montar, levar seu lavatório, suas lâmpadas. Quando chovia era complicado, porque era tudo de lona e elas ficavam com poças de água, aí pegávamos cabo de vassoura para cutucar a lona e derrubar a água”, explica ele.

Lisberto diz que, com o tempo, as coisas foram melhorando, mas quando chovia “tudo ficava meio caótico mesmo”. Ele lembra que era preciso levar a churrasqueira, além do lavatório “levávamos uma bacia para lavar o que fosse preciso”, conclui.

Foi durante a prefeitura de André Puccinelli, em 2004, que a Feirona deixou a rua para trás e foi transferida para antiga estação ferroviária, no centro.

“Era uma antiga reivindicação dos feirantes e, além disso, a feira no meio da rua não combinava com a Campo Grande que queríamos. Decidimos mudar a feira de lugar. Essa foi uma das muitas ações que fizemos para modernizar a cidade e preparar Campo Grande para o futuro, para os anos que viriam e que exigiriam novas atitudes da nossa linda capital”, comenta André, pré-candidato ao governo do estado pelo MDB.

 

Feira na Rua Abrão Júlio Rahe, antigo endereço.

Com a mudança, a cidade ganhou um local adequado para a venda de produtos, que vão dos tradicionais hortifrutigranjeiros a uma infinidade de outras opções. Tudo foi pensado para que a capital respeitasse a tradição da sua feira, mas em um espaço adequado, coberto, higiênico, dotado de estacionamento, limpeza e uma administração que tornasse melhor a vida de todos, comerciantes e público frequentador.

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“Hoje é totalmente diferente, você tem seu espaço determinado, mesas fixas, cozinha fixa, freezer, antes era isopor. Mudou completamente a nossa vida, mudou também para a população de Campo Grande na parte do turismo, que não existia, e hoje representa o maior movimento da Feirona. Vimos um crescimento melhor porque Campo Grande tem hoje um ponto turístico, além disso, a gente se sente um comerciante, antes eu me sentia feirante, hoje não”, completa Lisberto.

Prefeito com visão de futuro

Na avaliação dele, a transferência da feira foi uma revolução e mostrou o olhar visionário de André. “Ele foi um ótimo gestor, um pai para nós. Estávamos na rua, abandonados. Outros prefeitos passaram e não deram olhos para nós, ele foi o único”, diz.

Gratidão é também o sentimento de Geraldo Pelizzaro, que há 28 anos comercializa artesanato feito com flores de cetim, além de artigos religiosos e material para pesca. “O André foi muito bom, tenho gratidão muito grande pelo que ele fez como prefeito e como governador”.

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Ele lembra “sem saudade” dos tempos em que a feira ainda funcionava na rua Abrão Júlio Rahe: “perdíamos as mercadorias, principalmente nos dias de chuva. Estávamos sujeitos a vendaval, a tudo quanto era tipo de problema. Durante as ventanias, tínhamos de segurar as barracas para não saírem voando. Às vezes molhava mercadoria e perdíamos muito, mas tocávamos o barco assim”, conta Geraldo.

O comerciante confirma que a mudança representou uma revolução para todos os feirantes. Mais espaço para as barracas, melhor estrutura para quem trabalha e para quem visita, banheiro, água, segurança. Segundo informações da Associação da Feira Central e Turística de Campo Grande (Afecetur), os custos com água, luz e segurança são mantidos pelos comerciantes e 90% deles têm empresas regularizadas. A “Feirona” gera hoje quase 700 empregos diretos e 300 indiretos, de acordo com os dados da associação.

“Nada ali aconteceu por acaso, foi resultado de estudos técnicos, de análises dos profissionais do turismo, que se baseavam em tendências observadas nas grandes cidades brasileiras: fazer das tradições locais uma atração turística sem perder suas características e funções na comunidade local, com acontece em inúmeras cidades europeias. Foi o que fizemos, com o apoio, a compreensão dos feirantes e moradores”, comemora André Puccinelli.

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