O número de execuções em Mato Grosso do Sul relacionado a guerra entre facções ciminosas tem sido cada vez maior. Deborah Martines Escardin de 32 anos morta neste domingo (13), em Maracaju, seria mais uma vítima dessa disputa entre Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
Inicialmente, a execução de Deborah foi registrada como homicídio doloso. Depois de investigações preliminares da Polícia Civil, o crime passou a ser “homicídio doloso cometido por integrante de organização criminosa ultraviolenta”.
Deborah e outro homem foram atingidos por vários tiros, dentro de uma residência, em Maracaju. As vítimas foram surpreendidas por dois homens que invadiram o imóvel e fizeram vários disparos. Deborah não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
De acordo com o boletim de ocorrência, depois de ser atingido, o homem correu pedindo ajuda, dizendo que estava com uma mulher em uma casa, quando dois homens invadiram a residência e entraram atirando.
Ele foi socorrido por populares, que acionaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. A vítima não conseguiu informar quem foram os autores dos disparos. Ele foi encaminhado ao Hospital Soriano Corrêa da Silva.
No local do ataque, a polícia encontrou Deborah caída ao chão e já sem vida. Até o momento, os dois homens apontados como autores dos disparos não foram identificados e localizados. A Polícia Militar informou que equipes permanecem em diligências em busca dos suspeitos.
O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Maracaju, que deverá investigar a dinâmica do ataque e a motivação do crime.
O crime contra a vítima que sobreviveu ao ataque havia sido registrado como homicídio doloso na forma tentada, mas também foi modificado para homicídio doloso cometido por integrante de organização criminosa ultraviolenta na forma tentada.

















