Prefeitura amplia operação tapa-buracos para 12 frentes, reforça investimentos em infraestrutura e articula em Brasília recursos estimados em R$ 40 milhões para recuperação da Capital
Campo Grande entra em uma nova etapa de recuperação da infraestrutura urbana com o reforço da operação tapa-buracos e a articulação da Prefeitura junto ao Governo Federal para enfrentar os prejuízos provocados pelo forte temporal que atingiu a Capital no último dia 10.
Nesta sexta-feira (18), a Prefeitura assinou a ordem de serviço para cinco novas frentes de trabalho, que começam a atuar na próxima segunda-feira (21). Com a medida, a cidade passa a contar com 12 equipes trabalhando simultaneamente na recuperação das vias, ampliando significativamente a capacidade de atendimento nas sete regiões de Campo Grande.

A expansão representa um reforço importante na manutenção da malha viária e demonstra uma estratégia de atuação mais ampla da administração municipal diante dos desafios encontrados nas ruas.
Atualmente, são duas equipes próprias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), cinco frentes já contratadas e outras cinco empresas credenciadas pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central).
“Eu orei e sonhei por esse dia de ampliar as frentes de tapa-buracos, porque eu sofro ao passar pelas ruas da minha cidade e ver problemas que eu herdei e hoje é minha responsabilidade dar uma resposta. E estamos aqui dando uma resposta para isso hoje”, afirmou a prefeita Adriane Lopes.
Atendimento chega a novos bairros
A partir de segunda-feira, os serviços serão realizados em bairros como Jardim Panamá, Coophatrabalho, Jardim das Perdizes, Rouxinóis, Universitário, Aero Rancho, Jardim Presidente, Parati, São Lourenço, Santo Antônio, Vila Planalto, Cruzeiro e Jardim Nhanha.
Entre os pontos programados estão trechos da Avenida Presidente Vargas, no Santo Antônio, e da Avenida Ernesto Geisel, no Jardim Nhanha.
A programação é definida a partir de levantamentos técnicos sobre as condições das vias e será ampliada gradualmente para outras regiões conforme a execução dos serviços e a identificação de novas necessidades.
Segundo o secretário André Brandão, a ampliação permite uma atuação mais abrangente.
“Hoje nós estamos com sete frentes de trabalho atuando em toda a Capital. Com o credenciamento das empresas ao Consórcio Central, nós podemos fazer um ataque mais ofensivo na questão dos tapa-buracos, ampliando para 12 o número de equipes na cidade”, destacou.

Desde junho, a operação passou de duas para sete frentes. Em determinados dias, mais de 1.500 buracos foram recuperados. Com as cinco novas equipes, a capacidade operacional poderá chegar a 3 mil reparos por dia.
R$ 46,3 milhões em contratos
O reforço operacional também conta com a estrutura da usina de asfalto do Consórcio Central, que possui capacidade para produzir até 120 toneladas de massa asfáltica por hora.
As cinco empresas contratadas pelo Consórcio Central terão contratos de um ano. Os dois contratos firmados somam R$ 46,3 milhões.
A Sisep ficará responsável pela definição das demandas, acompanhamento e fiscalização dos serviços.
Além de ampliar a quantidade de equipes, a Prefeitura também afirma estar adotando medidas para acompanhar a qualidade do material empregado nas obras.
“Os materiais utilizados em nossas obras de asfalto e serviços de tapa-buracos estão sendo testados e passando por pesquisas realizadas pela UFMS para garantir que iremos entregar serviço de qualidade para a população de Campo Grande”, explicou Adriane.
As ações fazem parte do Vira CG Infraestrutura, programa que reúne mais de R$ 280 milhões em investimentos em pavimentação, drenagem, recapeamento, ciclovias e manutenção da malha viária.
Prefeitura busca apoio federal após temporal
Paralelamente às ações de infraestrutura, a Prefeitura também avançou na articulação com o Governo Federal para viabilizar recursos destinados à recuperação de Campo Grande após o temporal do dia 10.
Depois de decretar situação de emergência, a prefeita Adriane Lopes esteve em Brasília e se reuniu com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães.
A agenda contou ainda com a participação dos vereadores Beto Avelar e Landmark Rios, do deputado federal Vander Loubet, do secretário especial de Assuntos Federativos, Ilario Marques, e do coordenador-geral da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul, coronel QOBM Hugo Djan Leite.

Durante o encontro, a Prefeitura apresentou o levantamento preliminar dos danos provocados pelo vendaval e as principais necessidades da Capital.
A estimativa consolidada no relatório técnico chega a R$ 40 milhões, contemplando intervenções em infraestrutura urbana, educação, saúde e assistência social.
Segundo Adriane, a articulação em Brasília busca construir um plano de restabelecimento para que a cidade retome a normalidade o mais rapidamente possível.
“Nós vamos sair de Brasília hoje com boas notícias para Campo Grande. Apresentamos ao governo federal o nosso relatório da Defesa Civil e apresentamos as áreas que mais sofreram impactos. Nosso objetivo é elaborar um plano de restabelecimento para volta à normalidade, atendendo as ações emergenciais”, afirmou.
O ministro José Guimarães também declarou apoio do Governo Federal às ações de recuperação.
“Quando acontece um problema em alguma região do país, o Governo Federal está agindo para atender as populações. No caso de Campo Grande, nós vamos ajudar bastante, em nome do presidente Lula”, afirmou.
Trabalho integrado
A combinação entre o reforço da operação tapa-buracos, os investimentos previstos no Vira CG Infraestrutura e a busca de recursos federais mostra uma estratégia de atuação em diferentes frentes para enfrentar os problemas urbanos da Capital.
Com novas equipes nas ruas, capacidade ampliada de produção de massa asfáltica, fiscalização dos serviços e articulação institucional em Brasília, a Prefeitura busca acelerar a recuperação das vias e dos espaços públicos afetados pelo temporal.
A expectativa é de que o reforço operacional permita ampliar o ritmo dos reparos e levar atendimento a um número maior de bairros, enquanto a administração municipal trabalha para viabilizar recursos destinados à reconstrução das áreas mais atingidas.




















