O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou à Justiça um homem pelos crimes de feminicídio, homicídio triplamente qualificado e porte ilegal de arma de fogo. A denúncia foi apresentada nesta terça-feira (4) pela Promotora de Justiça Mariana Sleiman Gomes, da 1ª Promotoria de Justiça de Nioaque.
De acordo com a investigação, os crimes ocorreram entre os dias 17 e 18 de julho de 2026, na zona rural de Nioaque. Conforme narrado pelo MPMS, o denunciado matou a ex-companheira com disparos de arma de fogo após o término do relacionamento. Em seguida, teria perseguido e assassinado outro homem por ciúmes da ex-companheira, utilizando inicialmente uma arma de fogo e, depois, um punhal, com o qual desferiu 20 golpes na vítima.
Na denúncia, o MPMS sustenta que o feminicídio foi cometido por motivo torpe, relacionado a ciúmes e sentimento de posse, além de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Em relação ao homicídio da segunda vítima, o Ministério Público apontou as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou sua defesa.
Com base nas provas reunidas durante o inquérito policial, incluindo laudos periciais, depoimentos e a confissão do investigado, a Promotoria de Justiça requereu o recebimento da denúncia, o prosseguimento da ação penal e a posterior submissão do acusado ao Tribunal do Júri.
Além da responsabilização criminal, o órgão ministerial requereu a fixação de valor mínimo para reparação por danos morais aos familiares das vítimas, no montante de 100 salários mínimos para cada núcleo familiar afetado.
A atuação do MPMS na persecução penal de crimes violentos, especialmente daqueles praticados contra mulheres em contexto de violência doméstica, demonstra o compromisso da instituição com a defesa da vida, a proteção das vítimas e a responsabilização de seus autores.
Agosto Lilás
A denúncia foi apresentada durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Conforme destacado pelo MPMS, o feminicídio representa a forma mais extrema da violência de gênero e, na maioria das vezes, é precedido por comportamentos de controle, ameaças, ciúmes excessivos e outras formas de violência doméstica.
Ao longo do mês, o MPMS também alerta para a importância de romper o silêncio e buscar ajuda diante dos primeiros sinais de violência. A instituição destaca que a atuação da rede de proteção, o registro das ocorrências e o cumprimento de medidas protetivas são instrumentos fundamentais para interromper o ciclo da violência e evitar desfechos fatais.
Texto: Karla Tatiane
Foto: Banco de imagem
Revisão: Fabrício Judson
Autos: 08.2026.00165876-9
Fonte: Ministério Publico MS















